Ibovespa supera 180 mil pontos com alta de 1,5%, mas recua com queda do petróleo
Ibovespa bate 180 mil, mas cai com petróleo

O Ibovespa chegou a saltar 1,5% nesta terça-feira, rompendo a marca histórica de 180 mil pontos, mas amenizou os ganhos com a intensificação das perdas do petróleo no mercado internacional. O movimento reflete a cautela dos investidores antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e a queda das commodities.

Alta inicial e recuo

O principal índice da B3 abriu em forte alta, impulsionado por sinais positivos da economia doméstica, mas a desvalorização do barril de petróleo pressionou as ações de empresas do setor, como Petrobras, Brava e PRIO, que caíram forte. O petróleo Brent virou e passou a cair 3% após declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre um possível acordo para aumentar a oferta global.

Com isso, o Ibovespa reduziu os ganhos, fechando em leve alta, ainda acima dos 179 mil pontos. O movimento ocorre em um dia de agenda cheia, com a divulgação de dados econômicos e a expectativa pela reunião do Copom, que deve manter a taxa Selic em 10,5% ao ano.

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Impacto nos juros

A retração mais forte na indústria em junho pode contribuir para calibrar os juros futuros, segundo analistas. Dados fracos da atividade econômica reforçam a tese de que o Banco Central pode iniciar um ciclo de cortes na Selic ainda neste ano. No entanto, a alta do dólar e a inflação de serviços ainda geram preocupação.

O mercado também acompanha a temporada de balanços. O Bradesco (BBDC4) avançou antes da divulgação de seus resultados, enquanto a Marcopolo desabou mais de 10% após a possibilidade de queda de margens e lucro. Já a Pague Menos subiu mais de 6% após registrar margem Ebitda recorde.

Petróleo e commodities

A queda do petróleo afetou diretamente as ações da Petrobras, Brava e PRIO, que lideraram as perdas do Ibovespa. O Brent recuou 3% com a fala de Bessent sobre um possível acordo entre os países produtores. A Vale, por outro lado, subiu na B3 mesmo com o minério de ferro nas mínimas desde 2025, com investidores apostando em recuperação da commodity.

No cenário internacional, os EUA veem avanços nas negociações sobre o Estreito de Ormuz e esperam chegar a um acordo. O Irã, por sua vez, afirmou que não quer expandir a guerra, mas vai defender sua integridade territorial.

Expectativas para o Copom

Com a decisão do Copom prevista para quarta-feira, analistas indicam as melhores small caps para agosto. A aposta é que a manutenção dos juros pode favorecer setores como consumo e tecnologia. Além disso, a aposentadoria de R$ 10 mil por mês ficou R$ 538 mil mais barata, o que atrai investidores de longo prazo.

No mercado de renda fixa, as taxas de CDBs, LCIs e LCAs seguem atrativas, enquanto fundos imobiliários (FIIs) despencam até 40% após redução nos dividendos. O GARE11 comprou um galpão locado ao Carrefour por R$ 119,8 milhões, em busca de maior rentabilidade.

Outros destaques

A XP avançou para o 4º lugar no ranking das melhores casas de research do Brasil. A Valid (VLID3) comprou a plataforma de pagamentos e tokenização HST. A Goldman Sachs cortou a Ânima para venda e revisou projeções para empresas de educação. A Eve reduziu o prejuízo em 47,1% no 2º tri, para US$ 34,2 milhões.

Na política, o presidente do Republicanos, Flávio, assumiu preferência por Daniella Marques, mas deixou decisão para 15 de agosto. Zema disse que vice será definido até quarta e deve ser alguém do Novo. O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que se os EUA invadirem o Brasil, teremos que abrir o portão. O governador de Goiás, Caiado, criticou Lula, chamando-o de 'Dilma 2 piorado'.

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