Em 13 de julho, investidores estrangeiros retiraram R$ 178 milhões da B3, conforme dados divulgados pela bolsa brasileira. Apesar do saque diário, o fluxo acumulado no mês de julho até o dia 13 ainda é positivo, somando R$ 3,2 bilhões. O saldo do ano também permanece favorável, com entrada líquida de R$ 47,5 bilhões.
Detalhamento do fluxo estrangeiro
O movimento de 13 de julho representa uma reversão em relação aos dias anteriores, quando os estrangeiros haviam aportado recursos na bolsa. Segundo a B3, o volume financeiro negociado no segmento Bovespa foi de R$ 23,8 bilhões naquele dia, com participação estrangeira de 52,3%.
No acumulado de julho, as compras de estrangeiros somaram R$ 34,7 bilhões, enquanto as vendas totalizaram R$ 31,5 bilhões, resultando no saldo positivo de R$ 3,2 bilhões.
Contexto anual e perspectivas
Em 2026, o fluxo líquido de estrangeiros na B3 é positivo em R$ 47,5 bilhões até 13 de julho. Esse montante é impulsionado por fatores como a expectativa de corte de juros nos Estados Unidos e a melhora do cenário fiscal brasileiro.
Analistas consultados pelo Valor destacam que a entrada de capital estrangeiro tem sido um dos principais suportes para o Ibovespa, que acumula alta de 8,2% no ano. No entanto, a volatilidade internacional e as incertezas eleitorais podem influenciar os fluxos futuros.
"O movimento de saída em um único dia não altera a tendência de entrada de capital estrangeiro no Brasil, mas mostra que o mercado está atento a eventos de curto prazo", afirma um gestor de fundos que preferiu não ser identificado.
Comparação com meses anteriores
Em junho, o saldo de estrangeiros na B3 foi positivo em R$ 5,1 bilhões, enquanto em maio o fluxo foi de R$ 2,8 bilhões. O mês de julho, até o dia 13, já supera o ingresso de maio, indicando continuidade do apetite estrangeiro por ativos brasileiros.
Os dados da B3 também mostram que, no mercado de ações, os estrangeiros são os principais compradores líquidos no ano, seguidos por investidores institucionais. Já as pessoas físicas e as instituições financeiras têm vendido ações no período.



