Bolsas de NY sobem com tecnologia; Ibovespa sobe e dólar cai a R$ 5,06
Bolsas de NY sobem com tecnologia; Ibovespa sobe; dólar cai

As bolsas de Nova York fecharam em forte alta nesta sexta-feira, com o índice Nasdaq registrando um salto de 2,78%, impulsionado pelos resultados trimestrais da Microsoft que superaram as expectativas e reacenderam o apetite por ações de tecnologia. O movimento positivo nos Estados Unidos contaminou os mercados globais, e o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu mais de 1%, alinhando-se ao exterior. O dólar comercial recuou para R$ 5,06, refletindo o fluxo de capital para ativos de risco.

Resultados de Big Techs Impulsionam Wall Street

O Nasdaq Composite liderou os ganhos, saltando 2,78% após a Microsoft divulgar resultados do segundo trimestre que superaram as projeções de receita e lucro. A ação da empresa subiu mais de 4% no pregão, puxando todo o setor de tecnologia. Além da Microsoft, a Apple também superou projeções de receita e lucro, com vendas de iPhones saltando 22%, reforçando o otimismo no setor. A Amazon, por sua vez, superou as projeções de receita de nuvem no segundo trimestre, com sua ação subindo no after-market. O S&P 500 avançou 1,5% e o Dow Jones subiu 0,8%. O petróleo, por outro lado, apresentou queda, influenciado pelo avanço das discussões sobre o estreito de Ormuz, apesar dos ataques entre Estados Unidos e Irã.

Brasil em Alta com Dólar em Queda

No Brasil, o Ibovespa fechou em alta de mais de 1%, aos 128.500 pontos, beneficiado pelo otimismo externo e pela queda do dólar. A moeda americana caiu 0,8% e encerrou o dia cotada a R$ 5,06, menor nível em duas semanas. O setor de tecnologia na B3 também subiu, com destaque para a Intelbras, que saltou 11% após divulgar resultados do segundo trimestre considerados robustos pela XP Investimentos, que classificou a empresa como “uma das melhores histórias de execução”.

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Déficit Fiscal e Desemprego no Radar

Os investidores também repercutiram dados fiscais: o Tesouro Nacional informou que o Governo Central registrou déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, resultado pior que o esperado pelo mercado. O déficit acumulado no ano alcançou R$ 72,5 bilhões. Em contrapartida, a taxa de desemprego caiu a 5,4% em junho, o que tem amortecido os efeitos dos juros altos e travado a Selic. A combinação de dados mistos mantém a cautela, mas o fluxo externo positivo e o alívio no câmbio trazem suporte para a bolsa brasileira.

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