A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% em maio, segundo dados do IBGE, amortecendo os efeitos dos juros altos e travando a Selic. Enquanto isso, a Bolsa brasileira vive a chamada 'terceira onda' com potencial de forte alta, de acordo com os analistas Moraes e Stormer. Em paralelo, o governo central registrou déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, conforme o Tesouro Nacional.
Desemprego em queda: impactos na Selic
A redução da taxa de desemprego para 5,4% representa o menor nível desde 2014, segundo o IBGE. Esse indicador tem sido um fator crucial para o Banco Central manter a Selic em patamares elevados, já que um mercado de trabalho aquecido pressiona a inflação. 'A queda do desemprego amortece os efeitos dos juros altos e trava a Selic, impedindo cortes mais agressivos', explicam economistas. A taxa básica de juros atualmente está em 13,75% ao ano.
Bolsa: a 'terceira onda' de alta
Os analistas Moraes e Stormer afirmam que a Bolsa brasileira está na 'terceira onda' de alta, com potencial de valorização significativa. Segundo eles, o índice Ibovespa deve superar os 130 mil pontos nos próximos meses, impulsionado por fatores como a queda do desemprego e a expectativa de cortes de juros no exterior. 'Estamos vendo uma combinação favorável de fatores macroeconômicos que sustentam essa terceira onda', destacam. A Bolsa já acumula alta de 8% no ano.
Déficit primário e contas públicas
O governo central registrou déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, informou o Tesouro Nacional. Esse valor supera as expectativas do mercado e acende um alerta sobre a saúde das contas públicas. 'O déficit primário elevado limita a capacidade do governo de realizar investimentos e aumenta a pressão sobre a dívida pública', analisam especialistas. Apesar disso, a arrecadação recorde de impostos tem ajudado a compensar parte dos gastos. A meta fiscal para 2026 prevê déficit zero, mas o resultado de junho indica desafios significativos.
Perspectivas econômicas
O cenário misto de desemprego baixo, Bolsa em alta e déficit fiscal elevado cria um ambiente de incerteza para os investidores. Enquanto o mercado de trabalho aquecido sustenta o consumo, as contas públicas preocupam. A manutenção da Selic em nível elevado pode conter a inflação, mas também desacelerar a economia. 'O investidor precisa estar atento aos sinais de cada indicador para ajustar sua carteira', recomendam analistas. O próximo Copom deve decidir sobre a taxa de juros em agosto, e o mercado aguarda com expectativa.



