Em meio a um cenário de incertezas globais, a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, recomenda que investidores foquem em renda fixa e aponta o Brasil como uma das estrelas desse segmento. A visão foi divulgada em relatório recente, no qual a gestora também cortou a recomendação para bolsas emergentes, mas citou 'megaforças' no Brasil que continuam atrativas.
BlackRock: renda fixa é a hora, Brasil é destaque
De acordo com a BlackRock, o momento é favorável para ativos de renda fixa, especialmente em economias como a brasileira, onde os juros elevados oferecem retornos atrativos. A gestora destaca que, apesar dos riscos fiscais e políticos, o Brasil se beneficia de fundamentos sólidos e de um ciclo de aperto monetário que já está avançado. 'A renda fixa brasileira oferece prêmios de risco que compensam os desafios locais', afirmou a gestora em comunicado.
A BlackRock também mencionou 'megaforças' como a transformação digital e a transição energética, que devem impulsionar setores específicos no Brasil, mesmo com a recomendação reduzida para emergentes como um todo.
BofA vê petróleo mais baixo, mas mantém Petrobras entre favoritas
O Bank of America (BofA) revisou suas projeções para o petróleo, indicando tendência de queda nos preços da commodity. No entanto, a instituição manteve a Petrobras entre suas ações favoritas no setor. 'A Petrobras continua sendo uma das melhores opções para investidores que buscam exposição ao petróleo, devido à sua eficiência operacional e política de dividendos', explicou o banco em relatório.
O BofA destacou que, mesmo com preços mais baixos do petróleo, a Petrobras tem capacidade de gerar caixa e remunerar acionistas, o que a torna resiliente. A recomendação de compra para os papéis da estatal foi reiterada.
Estrangeiros trazem R$ 33,8 bilhões para a B3 no semestre
O fluxo de capital estrangeiro para a Bolsa brasileira (B3) no primeiro semestre de 2025 foi positivo em R$ 33,8 bilhões, segundo dados divulgados pela própria B3. Apesar disso, em junho houve saída líquida de R$ 7,8 bilhões, reflexo de incertezas globais e realização de lucros.
O saldo do semestre, no entanto, mostra que o Brasil continua atraindo investidores internacionais, especialmente em busca de juros altos e oportunidades em setores como commodities e infraestrutura. 'O fluxo estrangeiro é um termômetro importante da confiança no mercado brasileiro', avaliou um analista de mercado.
Petróleo fecha em leve alta com negociações EUA-Irã
Os preços do petróleo fecharam em leve alta nesta quinta-feira (2), impulsionados por negociações entre Estados Unidos e Irã e pela incerteza sobre o Estreito de Ormuz. O barril do Brent subiu 0,3%, para US$ 86,50, enquanto o WTI avançou 0,4%, para US$ 83,20.
Analistas apontam que as conversas entre Washington e Teerã podem levar a um alívio nas sanções, aumentando a oferta global, mas a situação geopolítica no Oriente Médio mantém o mercado volátil.
RD Saúde: pessimismo pode ter ido longe demais, diz BBA
O Banco BBA avaliou que o pessimismo em torno das ações da RD Saúde (RADL3) pode ter sido excessivo. Em relatório, a instituição elevou a recomendação dos papéis para compra, com preço-alvo de R$ 30. 'A companhia tem fundamentos sólidos e a queda recente cria uma oportunidade de entrada', afirmou o banco.
As ações da RD Saúde acumulam queda de 15% no ano, mas o BBA acredita que a empresa está bem posicionada para se beneficiar do crescimento do setor de saúde no Brasil.
Rumo: prorrogação da Malha Oeste reduz incertezas
A prorrogação do contrato de concessão da Malha Oeste, da Rumo Logística, foi vista com bons olhos pelo mercado. A medida diminui as incertezas regulatórias e permite à empresa planejar investimentos de longo prazo. 'A prorrogação é positiva para a Rumo, pois garante previsibilidade e potencial de expansão', destacou um analista do setor.
As ações da Rumo subiram 2% após o anúncio, refletindo a recepção positiva do mercado.



