O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (2), o aumento da pena para o crime de feminicídio durante evento no Rio Grande do Norte, ao lado da governadora Fátima Bezerra (PT). A declaração ocorre em meio ao desgaste de Flávio Bolsonaro (PL) com o eleitorado feminino após crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Lula anuncia Pacto contra o Feminicídio
Em discurso, Lula afirmou que o governo está elaborando o Pacto contra o Feminicídio, com medidas mais duras contra agressores. “Nós estamos fazendo o Pacto contra o Feminicídio. E vamos endurecer. O cidadão que bater na mulher vai ter que ser punido, vai ter que utilizar tornozeleira e, se a mulher quiser, não vai nem encostar mais nela. E aumentar a pena para quem mata mulher”, declarou.
O presidente citou casos chocantes de violência: “Não é possível o cidadão trancar a mulher e o filho em casa e tocar fogo, o cidadão dar 66 socos na cara da mulher”. A fala reforça a necessidade de punições mais severas para coibir a violência de gênero.
Contexto político e crise de Flávio Bolsonaro
A defesa de Lula ocorre em um momento de tensão política. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrenta críticas de mulheres após uma crise com Michelle Bolsonaro, que teria se desentendido com o senador. O episódio gerou desgaste na imagem do político junto ao público feminino.
Lula também destacou o papel da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, à frente da pauta de combate ao feminicídio. “Todo homem precisa saber que só existimos porque nascemos de uma mulher”, completou o presidente.
Medidas propostas
Entre as propostas do pacto estão o uso de tornozeleira eletrônica para agressores, o aumento da pena para feminicídio e a garantia de que a vítima decida sobre o contato com o agressor. As medidas visam proteger as mulheres e punir com rigor os crimes de gênero.



