Bancos, inflação e mercado: o que movimenta a economia brasileira em 2026
Bancos e inflação: o cenário econômico de 2026 no Brasil

O cenário econômico brasileiro em 2026 é marcado por movimentos contrastantes. Enquanto o mercado reduz a projeção de inflação para o ano pela quarta semana consecutiva, instituições financeiras como Santander, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco apresentam desempenhos divergentes no segundo trimestre. A confiança do consumidor no Brasil cai, com percepção negativa sobre o presente, e analistas rebaixam ações de seguradoras como BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro.

Inflação e confiança do consumidor

Pela quarta semana seguida, o mercado reduziu a projeção para a inflação de 2026, sinalizando alívio nas pressões de preços. No entanto, a confiança do consumidor no Brasil registrou queda, especialmente na percepção sobre a situação atual. Especialistas apontam que, embora a inflação esperada recue, a incerteza política e fiscal ainda impacta o ânimo dos consumidores.

Desempenho dos grandes bancos

Santander, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco apresentam resultados distintos no segundo trimestre de 2026. Enquanto alguns mostram resiliência em receitas de crédito, outros sofrem com maior inadimplência. O mercado avalia o impacto das taxas de juros ainda elevadas e a concorrência crescente no setor financeiro.

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Recomendações e movimentos no mercado de ações

A WEG recebeu dupla elevação para compra, com analistas citando uma “nova fase de crescimento” impulsionada por contratos de energia limpa. A empresa fechou acordo com a Engie para ampliação da usina hidrelétrica Jaguara, reforçando sua posição no setor elétrico. Por outro lado, a Vale foi cortada para neutro pelo Goldman Sachs, que vê poucos gatilhos no curto prazo. As ações da PRIO, Petrobras e PetroRecôncavo caíram forte acompanhando a baixa do petróleo no mercado internacional.

Setor de seguros e rebaixamentos

O Morgan Stanley rebaixou BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro, levando as ações a quedas. Os analistas citam menor potencial de crescimento e riscos regulatórios. O movimento contrasta com a visão de que seguradoras podem se beneficiar de juros altos, mas a concorrência e a inadimplência pesam.

Outros destaques

No mercado de chips, a fabricante chinesa CXMT estreou na bolsa de Xangai com disparada de 470%. Já a Isa Energia foi rebaixada pelo JPMorgan para neutro, com expectativa de menor valorização. No mercado de renda fixa, títulos IPCA+8% ainda são considerados com pouco prêmio para o risco eleitoral, segundo gestores. A padronização dos registros de imóveis promete agilizar financiamentos, e o programa Move Brasil inclui motos e bikes elétricas financiáveis.

No cenário político, a crise entre Brasil e EUA entrou na corrida presidencial, e o governo Milei descartou pedir desculpas ao Brasil após discurso em ato do PL. Especialistas discutem a legalidade do uso de inteligência artificial de Jair Bolsonaro em convenção partidária.

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