A XP Investimentos recomenda a compra de ações no Brasil mesmo com o juro real acima de 8%, nível considerado elevado historicamente. Em relatório, a corretora argumenta que os valuations das empresas estão descontados e que o cenário de cortes na Selic deve favorecer a renda variável nos próximos meses.
Por que a XP está otimista com a bolsa?
De acordo com a XP, o juro real brasileiro, que está em torno de 8% ao ano, é um dos mais altos do mundo. No entanto, a corretora destaca que o mercado já precificou grande parte do aperto monetário, e que as ações de boas empresas estão sendo negociadas a múltiplos atrativos.
“Acreditamos que a combinação de juros elevados com valuations descontados cria uma oportunidade para o investidor de longo prazo”, afirma a equipe de análise da XP, em relatório assinado por estrategistas.
Queda da Selic deve impulsionar a bolsa
A XP projeta que a Selic, atualmente em 13,75%, comece a cair a partir do segundo semestre de 2025. Com a inflação sob controle, o Banco Central deve iniciar um ciclo de afrouxamento monetário, o que tende a beneficiar setores como consumo, construção e pequenas empresas.
“Historicamente, a bolsa brasileira sobe nos 12 meses seguintes ao início do ciclo de cortes de juros”, lembra a corretora. A XP recomenda que investidores com perfil de risco adequado aproveitem a janela para montar posições em ações de qualidade.
Quais setores são favorecidos?
Entre os setores preferidos da XP estão bancos, varejo e empresas ligadas ao consumo doméstico. A corretora também destaca as small caps, que tendem a se beneficiar mais da queda dos juros por terem maior alavancagem.
A XP reforça que a diversificação é essencial e que o investidor deve manter uma reserva de emergência antes de alocar em renda variável. Para quem deseja exposição, a recomendação é investir em boas empresas com fundamentos sólidos e gestão competente.



