Os programas de recompra de ações na B3 aceleraram em 2025 e já somam R$ 11 bilhões, segundo levantamento recente. O montante reflete a estratégia de empresas listadas para valorizar seus papéis e distribuir valor aos acionistas em meio à volatilidade do mercado.
O que impulsiona as recompras?
A recompra de ações ocorre quando uma empresa adquire seus próprios títulos no mercado, reduzindo a quantidade em circulação. Isso tende a aumentar o lucro por ação e sinaliza confiança da administração no negócio. No Brasil, o movimento ganhou força com a Selic elevada, que torna a renda fixa atraente, mas também pressiona as ações. Empresas com caixa robusto optam por recomprar em vez de distribuir dividendos, aproveitando preços considerados baixos.
5 ações para ficar de olho
Entre os papéis com programas ativos, destacam-se:
- Telefônica Brasil (VIVT3): anunciou R$ 500 milhões em proventos, além de recompra.
- Embraer (EMBR3): segue com recompra, impulsionada por contratos e parcerias.
- Vamos (VAMO3): registrou receita de R$ 1,55 bilhão no 2º trimestre, alta de 10,1%.
- Lavvi (LAVV3) e Plano & Plano (PLPL3): incorporadoras com forte recompra.
- Eneva (ENEV3): empresa de energia com programa ativo.
Impacto no mercado
O volume de R$ 11 bilhões em recompras supera o registrado no mesmo período de 2024, indicando apetite das empresas por alavancar seus papéis. Especialistas apontam que, em cenário de juros altos, a recompra é uma alternativa eficiente para remunerar acionistas, especialmente quando as ações estão descontadas. "É um sinal de que a administração acredita no valor intrínseco da empresa", afirma analista do Safra. No entanto, é preciso cautela: nem toda recompra gera retorno imediato, e o investidor deve avaliar os fundamentos.



