M&A cai no ano, mas deve voltar a crescer, diz Seneca Evercore
M&A cai no ano, mas deve voltar a crescer, diz Evercore

O mercado de fusões e aquisições (M&A) no Brasil registrou queda de 15% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 12 bilhões em transações. Apesar do recuo, o banco de investimentos Seneca Evercore projeta uma retomada no segundo semestre, impulsionada por um cenário econômico mais favorável e pela redução das incertezas políticas.

Desempenho do primeiro semestre

De acordo com relatório da Seneca Evercore, foram realizadas 320 operações de M&A no primeiro semestre, número 10% inferior ao registrado em 2025. O valor médio das transações também caiu, passando de US$ 45 milhões para US$ 37,5 milhões. Setores como tecnologia, saúde e energia continuaram liderando o volume de negócios, representando 60% do total.

“O primeiro semestre foi desafiador, com juros elevados e volatilidade cambial, mas observamos um movimento de consolidação em setores estratégicos”, afirmou Rodrigo Barbosa, diretor da Seneca Evercore.

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Perspectivas de retomada

A expectativa do banco é de que o segundo semestre registre crescimento de 20% no valor total das transações, alcançando US$ 14 bilhões. Entre os fatores que devem impulsionar o mercado estão a queda da taxa Selic, que deve encerrar o ano em 12% ao ano, e a aprovação de reformas estruturais no Congresso.

“Com a redução dos juros e a melhora do ambiente de negócios, empresas voltarão a buscar aquisições para ganhar escala e eficiência”, completou Barbosa. O relatório destaca ainda o aumento do interesse de fundos de private equity estrangeiros, que responderam por 35% das operações no primeiro semestre.

Setores em destaque

O setor de tecnologia deve continuar como protagonista, especialmente em áreas como fintechs e healthtechs. A energia renovável também aparece como segmento promissor, com a previsão de grandes transações envolvendo parques eólicos e solares. Já o varejo, que sofreu com a crise econômica, deve passar por um processo de consolidação com fusões entre redes regionais.

Para a Seneca Evercore, o Brasil segue atrativo para investidores estrangeiros, apesar dos desafios. “O país tem fundamentos sólidos e oportunidades em setores com demanda reprimida”, concluiu o executivo.

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