LCI e LCA rendem menos e exigem atenção redobrada dos investidores
LCI e LCA rendem menos; investidores devem redobrar atenção

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), tradicionalmente conhecidas por sua isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, estão passando por um período de remuneração mais baixa. Esse cenário exige que os investidores redobrem a atenção ao escolher esses ativos, comparando não apenas a taxa oferecida, mas também o prazo e as condições de liquidez.

Por que as taxas estão caindo?

Com a redução da taxa Selic, os rendimentos de toda a renda fixa, incluindo LCI e LCA, acompanham a tendência de queda. Além disso, a maior concorrência entre os bancos na captação de recursos via esses papéis também pressiona as taxas para baixo. Em alguns casos, a rentabilidade líquida de um CDB pode superar a de uma LCI ou LCA, mesmo com a tributação.

O que o investidor deve fazer?

É essencial comparar a rentabilidade líquida (após impostos) de diferentes produtos. Utilize simuladores e calcule o equivalente isento para cada taxa. Além disso, fique atento ao prazo de vencimento e à possibilidade de recompra antecipada pelo emissor. Em um cenário de juros em queda, títulos com prazos mais longos podem travar taxas atrativas, mas exigem análise de risco de crédito.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram
  • Compare o líquido: Calcule o rendimento após IR de CDBs e outros títulos para ver se superam a LCI/LCA.
  • Diversifique: Não concentre todo o portfólio em um único tipo de ativo. Misture títulos isentos e tributados.
  • Fique de olho no emissor: Prefira instituições com boa classificação de risco, especialmente em prazos longos.

Com a queda generalizada das taxas, a atenção aos detalhes se torna ainda mais crucial para manter a rentabilidade real da carteira. A isenção fiscal continua sendo uma vantagem, mas não deve ser o único fator de decisão.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar