A inflação medida pelo IPCA em maio deve ultrapassar o teto da meta, interrompendo um período de sete meses dentro do limite, conforme projeções de analistas. A expectativa é de uma alta de 0,51% no mês e de 4,67% em 12 meses, o que colocaria o indicador acima do teto de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional.
Fatores que pressionam o índice
Embora haja uma desaceleração nos preços devido ao arrefecimento dos combustíveis e a ajustes nos setores de Saúde e Comunicação, outros segmentos seguem pressionando o índice. Alimentos, vestuário e energia elétrica são os principais responsáveis pela alta, com destaque para itens como carnes, roupas e tarifas de luz.
Perspectivas para os próximos meses
Analistas do mercado financeiro sinalizam que a inflação pode permanecer acima de 4,5% nos próximos meses, indicando um possível descumprimento da meta. O cenário é acompanhado de perto pelo Banco Central, que pode precisar revisar suas projeções e ajustar a política monetária para conter as pressões inflacionárias.
Apesar da estabilidade recente, o índice acumulado em 12 meses já se aproxima do teto, e a alta de maio deve confirmar a tendência de aceleração. A combinação de custos elevados de alimentos e energia, somada à recuperação da demanda, mantém a inflação sob vigilância.



