O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,06% em julho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O principal destaque foi o reajuste na conta de luz, que teve o maior impacto individual entre os itens pesquisados.
Energia elétrica lidera pressão inflacionária
A energia elétrica residencial subiu 1,12% no mês, contribuindo com 0,05 ponto percentual para o índice geral. O reajuste reflete a incorporação de bandeiras tarifárias e revisões de contratos de concessão. Segundo o IBGE, o aumento foi observado em todas as regiões metropolitanas, com destaque para São Paulo (1,3%) e Rio de Janeiro (0,9%).
Alimentos e transportes têm comportamentos mistos
No grupo alimentação, houve queda de 0,21%, puxada pelos preços das carnes (-2,3%) e do leite (-1,5%). Já os transportes subiram 0,08%, influenciados pelo aumento da gasolina (0,3%) e do etanol (1,1%). O item passagem aérea registrou forte queda de 8,4%, amenizando a pressão no setor.
Demais grupos e impacto anual
Na comparação anual, o IPCA-15 acumulou alta de 4,12% nos últimos 12 meses, acima dos 4,06% registrados no mês anterior. O índice está dentro da meta de inflação, mas próximo do teto. O economista André Braz, da FGV, destacou que 'o reajuste da energia elétrica foi pontual e não deve se repetir nos próximos meses, mas a trajetória dos preços administrados preocupa'.



