Ministério da Fazenda eleva projeção de IPCA para 5,1% em 2026
Fazenda eleva projeção de IPCA para 5,1% em 2026

O Ministério da Fazenda elevou a projeção oficial do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026, de 4,5% para 5,1%. A revisão foi anunciada nesta terça-feira e reflete, segundo a pasta, a aceleração de preços de serviços e bens industriais, efeitos de segunda ordem do choque do petróleo e a expectativa de que os alimentos fiquem mais pressionados no segundo semestre do ano.

Detalhes da revisão

A nova estimativa supera o teto da meta de inflação, que é de 4,5% para 2026, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O centro da meta é de 3,0%. Com a revisão, a inflação projetada fica dentro do limite superior de 4,5% apenas se considerada a margem de tolerância. O Ministério da Fazenda destacou que a alta dos preços de serviços e bens industriais tem sido mais persistente do que o esperado, enquanto o choque do petróleo, ocorrido no início do ano, ainda gera impactos secundários sobre custos de produção e transportes.

Além disso, a pasta apontou que os alimentos devem continuar subindo no segundo semestre, pressionados por condições climáticas adversas e pela demanda global aquecida. A projeção anterior, de 4,5%, havia sido divulgada no relatório de maio.

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Contexto econômico

A revisão ocorre em meio a um cenário de incertezas fiscais e monetárias. O Banco Central já sinalizou que pode elevar a taxa Selic caso a inflação não convirja para a meta. O mercado financeiro, por sua vez, projeta o IPCA em 4,8% para 2026, segundo o boletim Focus mais recente. A diferença entre a projeção oficial e a do mercado indica que o governo ainda espera uma inflação ligeiramente mais alta do que os agentes financeiros.

A reforma tributária, que está em fase de regulamentação, também é citada como fator de impacto indireto sobre os preços, mas o Ministério da Fazenda não detalhou efeitos específicos no comunicado. A pasta reforçou que continuará monitorando a evolução dos preços e que novas revisões podem ocorrer conforme os dados de inflação forem divulgados.

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