Uma pesquisa realizada pela Quaest revelou que o programa Desenrola 2, do governo federal, beneficiou apenas 10% da população brasileira. O levantamento, divulgado nesta semana, aponta que a adesão ao programa de renegociação de dívidas foi maior entre pessoas com renda mais alta e maior nível de escolaridade.
Resultados da pesquisa
De acordo com o estudo, o Desenrola 2 atingiu cerca de 20 milhões de brasileiros, mas a maioria dos beneficiados pertence às classes A e B. Apenas 5% dos entrevistados das classes D e E afirmaram ter utilizado o programa. Além disso, 15% dos que possuem ensino superior completo recorreram à iniciativa, contra 7% entre aqueles com ensino fundamental.
Perfil dos beneficiados
A pesquisa também mostrou que o programa foi mais utilizado por pessoas entre 35 e 44 anos (14%) e por aqueles que vivem nas regiões Sul e Sudeste (12% cada). No Nordeste, a taxa de adesão foi de 8%, enquanto no Norte e Centro-Oeste ficou em 7%.
Entre os motivos para não aderir ao Desenrola 2, 45% dos entrevistados disseram não ter dívidas, 20% afirmaram desconhecer o programa e 15% consideraram as condições desfavoráveis.
Reações do governo
O Ministério da Fazenda informou que o programa ainda está em andamento e que novas etapas serão lançadas para ampliar o alcance. A pasta destacou que o Desenrola 2 já renegociou mais de R$ 50 bilhões em dívidas, beneficiando milhões de brasileiros.
Economistas, no entanto, criticam a baixa penetração entre os mais pobres. Para eles, o programa precisa de ajustes para incluir a população de baixa renda, que é a mais endividada e com menos acesso a informações financeiras.



