Petrobras alerta impacto de suspensão de diesel russo no Brasil
Petrobras alerta sobre suspensão de diesel russo

A Petrobras comunicou nesta quarta-feira que a suspensão das vendas de diesel russo para o Brasil pode causar impactos significativos no mercado interno, incluindo risco de desabastecimento e aumento de preços. A estatal alertou que a medida, anunciada por fornecedores russos, ocorre em meio a tensões geopolíticas e sanções internacionais.

Contexto da suspensão

De acordo com a Petrobras, a Rússia é um dos principais fornecedores de diesel para o Brasil, respondendo por cerca de 20% das importações do combustível. A suspensão foi comunicada por traders russos sem prazo definido, gerando apreensão no setor de logística e transporte.

"A interrupção repentina pode comprometer o equilíbrio entre oferta e demanda, especialmente no período de safra agrícola, quando o consumo de diesel é maior", afirmou o diretor de Logística da Petrobras, Carlos Alberto de Oliveira.

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Impactos no mercado

O Brasil importa aproximadamente 30% do diesel que consome. Com a suspensão russa, a Petrobras prevê que o país precisará buscar alternativas em outros mercados, como Estados Unidos e Oriente Médio, o que pode elevar os custos logísticos e repassar pressão inflacionária aos preços.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do diesel no Brasil acumula alta de 12% em 2026. A suspensão russa pode intensificar essa tendência.

Medidas da Petrobras

A estatal informou que está mobilizando suas refinarias para aumentar a produção nacional de diesel, mas reconhece que a capacidade instalada não é suficiente para suprir toda a demanda. "Estamos em contato com fornecedores alternativos e avaliando a possibilidade de importação de outros países", disse Oliveira.

A Petrobras também estuda acionar a cláusula de força maior em contratos de fornecimento, o que pode gerar disputas comerciais com distribuidoras.

Reações do governo

O Ministério de Minas e Energia afirmou que acompanha a situação e que convocará reunião de emergência com representantes do setor. "Não há risco imediato de desabastecimento, mas precisamos de planejamento para evitar impactos maiores", declarou o ministro em nota.

Especialistas apontam que a dependência brasileira do diesel russo é um ponto de vulnerabilidade. "O Brasil precisa diversificar suas fontes de importação e investir em biocombustíveis", avaliou o economista João Carlos de Souza, da FGV Energia.

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