O novo tarifaço aplicado pelos Estados Unidos sobre máquinas e equipamentos brasileiros pode desencadear um efeito em cadeia na indústria nacional, segundo estudo da FGV Ibre. A medida, confirmada pelo governo americano, amplia a incerteza no comércio bilateral e eleva custos, comprometendo a competitividade do setor.
Impactos na cadeia produtiva
De acordo com a FGV Ibre, o aumento das tarifas não afeta apenas os fabricantes de máquinas, mas toda a cadeia produtiva que depende desses insumos. Setores como automotivo, construção civil e agronegócio podem sofrer com o encarecimento de equipamentos importados dos EUA ou com a retaliação comercial. O estudo aponta que o efeito em cadeia pode reduzir investimentos e postos de trabalho.
Abimaq critica medida
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) classificou a decisão como prejudicial. "A medida amplia a incerteza no comércio bilateral, pode elevar custos e comprometer a competitividade da indústria brasileira", afirmou a entidade em nota. A Abimaq estima que o setor de máquinas já enfrenta desafios com a concorrência internacional e que o tarifaço agrava a situação.
Reações do governo brasileiro
O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre a retaliação, mas fontes do Ministério da Economia indicam que estudam medidas para minimizar os danos. Enquanto isso, a FGV Ibre recomenda que as empresas busquem diversificar mercados e renegociar contratos para mitigar os efeitos do tarifaço.



