A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pediu previsibilidade na regulamentação tributária durante reunião com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Durigan. O encontro ocorreu nesta semana e teve como foco a necessidade de regras claras e estáveis para o setor automotivo, que enfrenta desafios com mudanças frequentes na legislação.
Demanda por estabilidade regulatória
Segundo a entidade, a falta de previsibilidade dificulta o planejamento de investimentos e a competitividade das montadoras no Brasil. A Anfavea destacou que o setor automotivo é intensivo em capital e requer um ambiente regulatório estável para viabilizar novos projetos. A reunião com Durigan foi vista como um passo importante para alinhar as expectativas do setor com as políticas do governo.
Durigan, por sua vez, ouviu as demandas e se comprometeu a avaliar as propostas apresentadas pela associação. O governo tem sinalizado abertura para discutir melhorias no marco regulatório, mas ainda não há definições concretas sobre prazos ou medidas específicas.
Impacto no setor automotivo
A Anfavea representa montadoras que respondem por cerca de 20% do PIB industrial do Brasil. A entidade alerta que a instabilidade tributária pode frear investimentos bilionários já anunciados para os próximos anos. Dados da associação mostram que o setor planeja aportes de R$ 50 bilhões até 2029, mas a concretização desses recursos depende de um ambiente de negócios mais seguro.
“Precisamos de regras que não mudem a cada trimestre. O investidor precisa saber o que esperar para os próximos anos”, afirmou um representante da Anfavea durante a reunião. A entidade também defendeu a simplificação do sistema tributário, com redução da carga e unificação de impostos.
Próximos passos
A reunião com Durigan é parte de uma série de encontros que a Anfavea vem realizando com autoridades para discutir a competitividade do setor. A associação espera que o governo apresente uma proposta de reforma tributária que atenda às necessidades da indústria automotiva. Enquanto isso, as montadoras seguem monitorando as discussões no Congresso Nacional, onde tramitam projetos que podem impactar diretamente o setor.



