Pets transformam mercado imobiliário e influenciam compra de imóveis no Brasil
Pets transformam mercado imobiliário e influenciam compra de imóveis

O Brasil tem aproximadamente 160,9 milhões de animais de estimação, número que supera a população infantil de cerca de 39 milhões de crianças até 13 anos. Essa realidade demográfica impulsionou o mercado pet a faturar cerca de R$ 75,4 bilhões em 2024, segundo a ABEMPET. No setor imobiliário, a presença dos pets deixou de ser coadjuvante: pesquisa da Brain Inteligência Estratégica em 2024 revelou que 26% dos compradores de imóveis priorizam espaços adequados para animais na escolha do imóvel.

Transformação demográfica e impacto no imóvel

Entre 2010 e 2022, os domicílios compostos por uma só pessoa aumentaram de 12% para aproximadamente 19%, enquanto casais sem filhos chegaram perto de 20% do total de lares. Para quem mora sozinho ou em casal sem filhos, o animal tende a ocupar função dupla: parceiro de rotina e suporte emocional constante. Isso explica a preferência por cães e gatos que se adaptam bem a ambientes menores, desde que recebam estímulo adequado.

Essa integração afetiva moldou decisões estruturais de compra. O animal deixou de ser acessório e virou elemento considerado no processo de compra e nos custos associados à moradia urbana.

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Resposta do mercado

O mercado imobiliário respondeu a essa demanda de formas diversas. Incorporadoras estão repensando elementos estruturais dos projetos: varandas mais amplas que permitam contato visual dos animais com o exterior, unidades com acesso a áreas verdes, circulação de ar que funcione bem em ambientes menores, plantas que considerem movimentação com pets. A mudança não é apenas programática, é arquitetônica.

Essa evolução reflete a compreensão de que viver com pet em apartamento exige pensamento integrado, não soluções isoladas.

Caso prático: integração genuína

O Tauá, empreendimento lançado em dezembro de 2025 pela Dreamis Incorporadora no Juvevê, exemplifica como essa demanda pode ser integrada ao projeto. Com estrutura de áreas comuns pensadas para incentivar caminhada e contato com natureza, o empreendimento oferece ambiente favorável para vida com pets. Algumas de suas unidades contam com jardim suspenso e grama, elementos que criam conexão com natureza dentro do apartamento.

Varandas amplas e integradas permitem que animais tenham contato visual e até acesso a espaço externo. Plantas com design inteligente otimizam uso do espaço, permitindo que cada metro quadrado funcione de forma generosa e versátil.

A localização no Juvevê também é fator determinante. Bairro muito buscado por pessoas com pets pela caminhabilidade consolidada, o Juvevê oferece múltiplos pontos de interesse. Proximidade com o ParCão e com o Museu do Olho transforma caminhada com o animal em oportunidade de movimento, socialização e convivência urbana.

Visão de especialista

Segundo Giulia Barsotti, arquiteta na Dreamis, essa integração não é detalhismo decorativo. "Quando projetamos um empreendimento hoje, precisa estar claro que pets não são exceção na vida das pessoas. São elemento estrutural que influencia como elas vivem o espaço. Por isso, plantas com jardins suspensos, varandas amplas, áreas comuns que incentivam caminhada, proximidade com espaços destinados a movimento e natureza: tudo isso responde a demanda real de quem vai morar ali. Projetos que não consideram isso deixam de oferecer o que o mercado realmente demanda."

A integração de pets no planejamento imobiliário não é tendência passageira. Reflete mudança demográfica real, transformação de estrutura familiar e reconhecimento científico do impacto dos animais na saúde emocional humana. Incorporadoras que entendem e estruturam projetos a partir dessa realidade encontram maior ressonância com a demanda e constroem ativos que envelhecem bem no mercado.

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