A produção de petróleo e gás natural no Brasil cresceu 19,2% em 2024, alcançando um recorde histórico, impulsionada principalmente pelo pré-sal. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção total média anual foi de 4,3 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), sendo que os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 87,08% desse total.
Desempenho do pré-sal e da Petrobras
O pré-sal respondeu por 78% da produção total, com destaque para a Bacia de Santos, que sozinha contribuiu com 72% do petróleo e gás extraídos no país. Entre os campos, Tupi, Búzios e Mero foram os maiores produtores, todos localizados no polígono do pré-sal.
Em dezembro de 2024, a produção total atingiu 4,4 milhões de boe/d, um aumento de 5,2% em relação ao mês anterior. A produção de petróleo em si chegou a 3,4 milhões de barris por dia (bbl/d), enquanto o gás natural alcançou 152 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d).
Impacto e perspectivas
O recorde reflete os investimentos contínuos da Petrobras em tecnologia e exploração, especialmente no pré-sal, que tem se consolidado como a principal fronteira produtiva do país. A ANP destacou que a produção de gás natural também atingiu um novo máximo histórico, com 152 milhões de m³/d em dezembro.
Especialistas apontam que a tendência é de crescimento sustentado nos próximos anos, com novos projetos entrando em operação. A Petrobras planeja investir US$ 111 bilhões entre 2025 e 2029, com foco na expansão do pré-sal.
Dados da ANP e contexto
Os números foram divulgados pela ANP em seu boletim mensal, que também revelou que a produção terrestre e em águas rasas apresentou leve queda, mas foi compensada pelo avanço do pré-sal. O Brasil se mantém como o maior produtor de petróleo da América Latina e um dos líderes mundiais em reservas.
Segundo a ANP, a participação da Petrobras na produção total foi de 87,08%, reforçando o papel central da estatal no setor. A produção de gás natural, por sua vez, cresceu 14,3% em relação a 2023, impulsionada pelo aumento da demanda termelétrica e pela expansão da infraestrutura de escoamento.



