A produção de petróleo do Brasil atingiu em junho um novo recorde histórico, somando 4,475 milhões de barris por dia (bpd), segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira. O número representa uma alta de 4,0% em relação a maio e um salto de 19,1% na comparação com o mesmo mês de 2023.
Pré-sal impulsiona produção
O pré-sal, mais uma vez, foi o grande motor desse crescimento. Somente as áreas do pré-sal responderam por 3,699 milhões de bpd, consolidando a importância dessa camada geológica para a indústria petrolífera nacional. A produção total de petróleo e gás natural também registrou recorde, alcançando 5,487 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), com alta de 3,4% ante maio e de 16,3% em relação a junho do ano passado.
O novo recorde de produção de petróleo supera a marca anterior, registrada em abril deste ano, quando o país produziu 4,340 milhões de bpd. O resultado reforça a tendência de crescimento contínuo da produção brasileira, que vem batendo recordes sucessivos nos últimos meses.
Impacto no cenário energético
Esse desempenho tem impacto direto na balança comercial e na arrecadação de royalties e participações especiais, além de consolidar o Brasil como um dos maiores produtores de petróleo do mundo. A alta expressiva na comparação anual reflete os investimentos em novos poços e a eficiência operacional das plataformas, especialmente no pré-sal da Bacia de Santos.
Os dados da ANP também mostram que a produção de gás natural atingiu 1,012 milhão de boe/d em junho, com aumento de 1,2% na comparação mensal. O aproveitamento do gás natural foi de 97,8%, indicando baixo índice de queima.
Perspectivas futuras
Especialistas do setor avaliam que o Brasil deve continuar batendo recordes nos próximos meses, com a entrada em operação de novas plataformas e o desenvolvimento de projetos em águas ultraprofundas. A produção do pré-sal deve seguir como principal vetor de crescimento, com previsão de atingir novos patamares até o fim do ano.
Os números de junho reforçam a posição do país no cenário global de energia, especialmente em um momento de transição energética, onde o petróleo ainda é fundamental para a matriz energética mundial.



