Portugal manifestou interesse em estabelecer uma parceria estratégica com o Brasil no setor de biocombustíveis, com o objetivo de acelerar a descarbonização do setor de transportes. A proposta foi apresentada pelo ministro do Ambiente e da Ação Climática de Portugal, Duarte Cordeiro, durante evento em Lisboa.
Detalhes da proposta portuguesa
Segundo Duarte Cordeiro, Portugal vê no Brasil um parceiro natural para o desenvolvimento de biocombustíveis avançados, especialmente o etanol e o biodiesel. O ministro destacou que os dois países já possuem cooperação em energias renováveis e que a nova parceria poderia impulsionar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis.
“O Brasil é referência mundial em biocombustíveis, com vasta experiência e escala. Queremos aprender com essa trajetória e construir juntos soluções para reduzir as emissões no transporte”, afirmou Cordeiro.
Impactos esperados
A parceria prevê a troca de tecnologias e investimentos conjuntos em pesquisa e desenvolvimento. Portugal pretende aumentar a participação de biocombustíveis na matriz energética dos transportes, que atualmente é de cerca de 4%, para 10% até 2030. O Brasil, por sua vez, já utiliza etanol em larga escala, com uma frota de veículos flex e uma produção anual de mais de 30 bilhões de litros.
Especialistas apontam que a cooperação pode gerar benefícios mútuos, como a redução de custos de produção e a criação de novos mercados para biocombustíveis. Além disso, a iniciativa está alinhada com as metas do Acordo de Paris e da União Europeia para redução de emissões.
Reações e próximos passos
O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes do Ministério de Minas e Energia indicam que a proposta será analisada com interesse. A expectativa é que as negociações avancem nos próximos meses, com possibilidade de acordos bilaterais durante a COP30, que será realizada no Brasil em 2025.
Duarte Cordeiro também mencionou que Portugal busca diversificar suas fontes de energia, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis. “Os biocombustíveis são uma peça-chave nessa transição, e o Brasil é o parceiro ideal para nos ajudar a alcançar nossos objetivos”, concluiu.



