Nova lei ambiental no Brasil segue sob fortes críticas de especialistas
Nova lei ambiental sob críticas de especialistas

A nova lei ambiental brasileira, sancionada em 28 de julho de 2026, mantém-se no centro de um intenso debate, com críticas vindas tanto de ambientalistas quanto de representantes do setor produtivo. Enquanto o governo defende a medida como um avanço na simplificação de processos, especialistas apontam riscos de retrocesso nas políticas de proteção ao meio ambiente.

Principais mudanças e controvérsias

Entre as alterações mais polêmicas está a redução da exigência de estudos de impacto ambiental para obras consideradas de baixo risco, como pequenas hidrelétricas e rodovias. Para o Ministério do Meio Ambiente, a medida agiliza investimentos e gera empregos. No entanto, organizações não governamentais alertam que a flexibilização pode abrir brechas para desmatamento ilegal e danos irreversíveis a biomas como a Amazônia.

Segundo dados do Observatório do Clima, a nova lei pode aumentar em até 15% as emissões de carbono no Brasil nos próximos cinco anos, caso as salvaguardas não sejam cumpridas. “Estamos diante de um retrocesso disfarçado de modernização”, afirmou Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, em entrevista coletiva. “A lei enfraquece órgãos de fiscalização e coloca em risco compromissos internacionais assumidos pelo país.”

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Reações do setor produtivo

Por outro lado, entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elogiaram a medida. “A lei reduz a burocracia e dá previsibilidade aos projetos, sem deixar de lado a responsabilidade ambiental”, disse o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. Ele destacou que a expectativa é de um crescimento de 2% no PIB do setor de infraestrutura nos próximos dois anos.

Contudo, pequenos agricultores e comunidades tradicionais temem perder direitos. Em nota, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) classificou a lei como “um ataque direto aos territórios protegidos”. A entidade promete ações judiciais para questionar a constitucionalidade de alguns artigos.

Impactos e próximos passos

A lei já está em vigor, mas sua implementação depende de regulamentações que ainda serão discutidas no Congresso. O governo estima que as novas regras entrem plenamente em operação a partir de 2027. Enquanto isso, o debate segue acirrado, com audiências públicas marcadas para setembro.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) publicaram um estudo apontando que, se não houver ajustes, a perda de biodiversidade na Mata Atlântica pode se acelerar em 10% nos próximos anos. “O desafio é equilibrar desenvolvimento econômico com preservação”, concluiu o coordenador da pesquisa, professor Carlos Nobre.

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