O ministro da Defesa, José Múcio, confirmou que se reunirá com o Tribunal de Contas da União (TCU) para discutir a legitimidade do aumento da mistura de etanol na gasolina. A decisão ocorre após deputados federais questionarem a medida, alegando ausência de estudos técnicos específicos que subsidiem a alteração.
Questionamentos parlamentares
Os deputados Nikolas Ferreira (PL/MG) e Bia Kicis (PL/DF) argumentam que não há embasamento técnico suficiente para justificar o aumento do percentual de etanol anidro na gasolina. Para eles, a mudança pode impactar não apenas o desempenho dos veículos, mas também a economia e o consumidor final.
Em resposta, Múcio defendeu o produto nacional: “Isso é um produto brasileiro, desenvolvido por brasileiros, e nós ficamos criando problema. Não tem problema”. A declaração foi dada durante evento do programa Imersão Executivos de Valor, promovido pelo jornal Valor Econômico em parceria com o Insper.
Reunião com o TCU
A reunião com o TCU tem como objetivo apresentar os dados e argumentos que sustentam a medida, além de esclarecer dúvidas técnicas. O ministro destacou que o etanol é um dos principais combustíveis do país e que a ampliação de sua participação na gasolina pode trazer benefícios ambientais e econômicos.
“Nós temos que mostrar para o TCU que existe todo um respaldo técnico. Não é uma decisão aleatória”, afirmou Múcio, sem detalhar a data do encontro.
Impactos da medida
O aumento da mistura de etanol na gasolina é uma pauta que envolve diferentes setores, desde a indústria automobilística até os postos de combustíveis. Especialistas apontam que a medida pode influenciar o preço final do combustível e a emissão de poluentes, mas também pode impulsionar a produção nacional de etanol.
Enquanto isso, os parlamentares seguem pressionando por maior transparência e rigor técnico. Nikolas Ferreira e Bia Kicis afirmam que vão acompanhar de perto as discussões e cobrar respostas concretas do governo.
A reunião entre Múcio e o TCU é vista como um passo importante para dirimir as controvérsias e garantir que a decisão seja tomada com base em evidências científicas. O desfecho do encontro poderá influenciar os próximos passos da política energética brasileira.



