Gianni Infantino acumula viagens de jato particular durante a Copa
Infantino acumula viagens de jato particular na Copa

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, tem chamado atenção durante a Copa do Mundo pela intensa rotina de deslocamentos entre as cidades-sede do torneio. Com a meta de acompanhar até dois jogos por dia, o dirigente utiliza um jato particular para cumprir a agenda, o que reacendeu o debate sobre o impacto ambiental do evento.

Viagens de jato particular e a agenda de Infantino

Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Guardian, Infantino percorreu milhares de quilômetros nos primeiros dias da competição. O dirigente esteve presente na partida de abertura da Copa, na Cidade do México, e depois seguiu para Guadalajara, onde assistiu ao confronto entre Coreia do Sul e República Tcheca. No dia seguinte, viajou para Los Angeles para acompanhar Estados Unidos e Portugal.

No sábado, esteve em São Francisco para assistir ao duelo entre Catar e Suíça. Em seguida, embarcou para Vancouver, no Canadá, onde viu a partida entre Austrália e Turquia. Além dos jogos, Infantino também precisou conciliar compromissos institucionais. No domingo, participou de uma cúpula da FIFA em Miami e, ainda no mesmo dia, retornou a Los Angeles para acompanhar a estreia do Irã contra a Nova Zelândia.

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Impacto ambiental e críticas à sustentabilidade

A expectativa é que essa rotina de viagens se mantenha ao longo de toda a competição, o que tem provocado questionamentos sobre a compatibilidade entre o discurso de sustentabilidade adotado pela FIFA e a logística necessária para viabilizar a presença do presidente em diferentes partidas.

De acordo com o instituto independente britânico New Weather Institute, a atual Copa do Mundo pode se tornar a mais poluente da história. O levantamento indica que as emissões de gases de efeito estufa relacionadas ao transporte aéreo durante o torneio podem ser até quatro vezes maiores do que as registradas em edições anteriores.

A ampliação das distâncias entre as cidades-sede e a necessidade de deslocamentos frequentes de dirigentes, delegações, profissionais da imprensa e torcedores são apontadas como alguns dos principais fatores para o aumento das emissões. Enquanto a FIFA mantém o compromisso de promover ações voltadas à sustentabilidade, especialistas avaliam que a dimensão geográfica do torneio e a dependência do transporte aéreo representam desafios significativos para a redução da pegada de carbono da competição.

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