O Brasil perdeu uma posição no ranking mundial de mercados solares e caiu para o quinto lugar em 2025, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). O país adicionou 14,5 GWp (gigawatts-pico) de capacidade solar no ano passado, uma redução de 23% em relação aos 18,8 GWp instalados em 2024.
Mudanças no topo do ranking
No ranking global, a Índia ultrapassou os Estados Unidos e assumiu a terceira posição, enquanto a Austrália manteve a liderança em capacidade solar instalada por habitante. O Brasil, que em 2024 ocupava o quarto lugar, foi superado por outros mercados que avançaram mais rapidamente. A China continua na liderança absoluta em capacidade total instalada, seguida pelos Estados Unidos.
Desafios enfrentados pelo setor solar brasileiro
Segundo a Absolar, a queda do Brasil no ranking é consequência de uma combinação de fatores, incluindo cortes na geração sem compensação adequada e dificuldades de conexão à rede elétrica. Esses problemas desestimularam novos investimentos e reduziram o ritmo de expansão do setor. A associação destaca que o país precisa de medidas urgentes para retomar o crescimento.
Propostas da Absolar para reverter o cenário
Em nota, a Absolar sugeriu a modernização da estrutura tarifária do setor elétrico e a realização de leilões específicos para sistemas de armazenamento de energia. Segundo a entidade, essas ações podem melhorar a previsibilidade e a rentabilidade dos projetos solares, além de atrair novos investimentos. A associação também defende a criação de um marco regulatório mais estável para o segmento.
Impacto econômico e ambiental
A redução na adição de capacidade solar impacta não apenas o ranking, mas também as metas de energia limpa do Brasil. O país, que possui um dos maiores potenciais solares do mundo, vê o crescimento do setor desacelerar em um momento crítico para a transição energética global. A Absolar alerta que, sem mudanças, o Brasil pode continuar perdendo espaço no mercado internacional.



