Suzano nomeia Carlos Aníbal como diretor industrial de celulose, engenharia e energia
Suzano nomeia Carlos Aníbal diretor industrial

A Suzano, maior produtora mundial de celulose de eucalipto, anunciou nesta quarta-feira (4) a nomeação de Carlos Aníbal para o cargo de diretor industrial de celulose, engenharia e energia. A mudança entra em vigor em setembro de 2026, quando Aníbal assumirá o posto que hoje é ocupado por Leonardo Grimaldi, que deixará a companhia após mais de duas décadas de dedicação.

Trajetória de Carlos Aníbal na Suzano

Carlos Aníbal, que atualmente responde pela diretoria de engenharia e energia da empresa, acumula uma vasta experiência no setor industrial. Formado em engenharia química, ele ingressou na Suzano em 2004 e, desde então, ocupou diversas posições de liderança nas áreas de operações, manutenção e projetos. Sua atuação foi marcada pela implementação de iniciativas de eficiência energética e pela condução de importantes projetos de expansão de capacidade produtiva.

Entre os marcos de sua carreira na companhia, destaca-se a liderança do projeto de construção da nova linha de produção da fábrica de Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul, considerada uma das maiores e mais modernas do mundo. A unidade, que começou a operar em 2024, tem capacidade de produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose por ano, representando um investimento de R$ 19,2 bilhões.

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Contribuições de Leonardo Grimaldi

Leonardo Grimaldi, que deixa o cargo após 22 anos de empresa, foi responsável por grandes avanços na área industrial da Suzano. Durante sua gestão, a companhia implementou tecnologias de ponta em seus processos produtivos e alcançou recordes de produção e eficiência. Em nota, a empresa agradeceu a contribuição de Grimaldi e desejou sucesso em seus novos desafios.

“A Suzano agradece ao Leonardo por sua inestimável contribuição ao longo de mais de duas décadas, período em que ele desempenhou papel fundamental no fortalecimento de nossa operação industrial e na construção de uma cultura de excelência e segurança”, afirmou a companhia em comunicado oficial.

Impacto na estratégia da Suzano

A mudança na diretoria industrial ocorre em um momento estratégico para a Suzano, que busca consolidar sua posição de liderança no mercado global de celulose e expandir seus negócios em energia renovável. A empresa tem investido em projetos de bioenergia e na produção de lignina, um subproduto da celulose com alto potencial de valorização.

Com a nomeação de Carlos Aníbal, a Suzano reforça a continuidade de sua gestão, mantendo um executivo com profundo conhecimento de suas operações e alinhado aos valores de inovação e sustentabilidade que norteiam a companhia. A expectativa é que Aníbal imprima sua visão de eficiência e crescimento nas áreas sob sua responsabilidade, contribuindo para os objetivos de longo prazo da empresa.

De acordo com analistas do setor, a transição deve ser tranquila, dada a familiaridade de Aníbal com os processos industriais e sua experiência prévia em posições de liderança. A Suzano segue avaliada como uma das empresas mais competitivas do setor, com uma produção anual de cerca de 11 milhões de toneladas de celulose e uma receita líquida de R$ 55 bilhões em 2025.

Contexto do setor de celulose

A indústria de celulose enfrenta um cenário de preços voláteis, influenciado pela demanda da China e pelas políticas comerciais globais. A Suzano, no entanto, tem conseguido manter margens saudáveis graças à eficiência de suas operações e à diversificação de seus produtos. A nomeação de um diretor com perfil técnico e foco em engenharia reforça a aposta da empresa em ganhos de produtividade e redução de custos.

Além disso, a companhia tem ampliado sua atuação em energia, com projetos de cogeração a partir de biomassa e parcerias para o desenvolvimento de biocombustíveis avançados. A integração entre as áreas de celulose, engenharia e energia sob a liderança de Aníbal pode potencializar sinergias e acelerar a transição energética da empresa.

Com a mudança, a Suzano demonstra sua capacidade de renovar sua liderança sem perder o rumo estratégico. A empresa reafirma seu compromisso com a geração de valor para acionistas, colaboradores e comunidades onde atua, mantendo seu protagonismo no cenário global de bioeconomia.

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