O crescimento do social selling está redefinindo o papel dos marketplaces no Brasil, segundo especialistas do setor. A integração de recursos sociais, como lives, avaliações de clientes e recomendações personalizadas, tem impulsionado as vendas e o engajamento dos consumidores.
O que é social selling?
Social selling é a prática de usar redes sociais e plataformas de interação para vender produtos ou serviços, indo além da simples listagem de itens. No contexto dos marketplaces, isso significa incorporar funcionalidades como transmissões ao vivo, comentários em tempo real e compartilhamento de experiências de compra.
De acordo com um estudo recente da consultoria Dino, 73% dos consumidores brasileiros já realizaram uma compra influenciados por conteúdo gerado por outros usuários em marketplaces. A pesquisa também aponta que marketplaces que implementaram recursos de social selling tiveram um aumento médio de 35% na taxa de conversão.
Impacto nos marketplaces
Grandes plataformas como Mercado Livre e Shopee já estão investindo pesado nessa tendência. O Mercado Livre, por exemplo, lançou o Mercado Play, uma funcionalidade que permite transmissões ao vivo de vendedores. Já a Shopee apostou em gamificação e interação social para fidelizar clientes.
“O social selling não é apenas uma moda passageira, mas uma mudança estrutural no comércio eletrônico”, afirma Carlos Eduardo, analista de mercado da Dino. “Os marketplaces que não se adaptarem correm o risco de perder relevância.”
Números do setor
Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas por meio de social selling cresceram 45% em 2025, totalizando R$ 18 bilhões. A expectativa para 2026 é de um crescimento adicional de 30%, impulsionado pela maior adoção de smartphones e redes sociais.
Além disso, 62% dos consumidores afirmam que confiam mais em recomendações de amigos e influenciadores do que em anúncios tradicionais, conforme pesquisa da Opinion Box.
Desafios e oportunidades
Apesar do otimismo, especialistas alertam para desafios como a necessidade de moderação de conteúdo e a proteção de dados dos usuários. “As plataformas precisam equilibrar a interação social com a segurança e a privacidade”, ressalta Carlos Eduardo.
Por outro lado, as oportunidades são vastas. Pequenos e médios vendedores podem se beneficiar do social selling para competir com grandes marcas, usando autenticidade e engajamento para conquistar clientes.



