Shein revela que operações nos EUA estão sob investigação do governo
Shein revela investigação nos EUA

A gigante chinesa de fast fashion Shein revelou que suas operações nos Estados Unidos estão sendo investigadas pelo governo americano. A confirmação veio em um comunicado oficial da empresa, que afirmou estar cooperando plenamente com as autoridades. A investigação, segundo fontes próximas, abrange possíveis violações de tarifas alfandegárias e práticas trabalhistas na cadeia de suprimentos.

Detalhes da investigação

De acordo com o documento enviado à Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA, a Shein recebeu intimações de ao menos dois órgãos federais: o Departamento de Justiça e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). A apuração foca em como a empresa classifica produtos importados e se utiliza de brechas tributárias para evitar impostos. Uma porta-voz da Shein declarou: "Estamos comprometidos em cumprir todas as leis e regulamentos aplicáveis, e estamos colaborando integralmente com as investigações em andamento."

Impactos e reações

O anúncio provocou queda nas ações da empresa no mercado secundário, com desvalorização estimada em 12% nos papéis negociados em Londres. Especialistas apontam que o caso pode gerar multas milionárias e até restrições operacionais. A investigação também reacende o debate sobre a isenção de impostos para importações de baixo valor (de minimis), que beneficia empresas como a Shein. Analistas indicam que, se houver mudanças nessa regra, o modelo de negócios da varejista pode ser severamente afetado.

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Antecedentes

A Shein já enfrentava escrutínio por suposto uso de trabalho forçado em sua cadeia de fornecedores, algo que a empresa nega veementemente. Em 2024, o governo dos EUA incluiu a controladora da Shein em uma lista de entidades suspeitas de envolvimento com trabalho forçado na China. A nova investigação intensifica a pressão regulatória sobre a companhia, que busca uma oferta pública inicial (IPO) em Nova York.

Próximos passos

A empresa afirmou que fornecerá informações adicionais às autoridades nos próximos meses. O Departamento de Justiça não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A Shein reiterou que suas práticas estão em conformidade com as leis internacionais e que espera resolver as questões rapidamente. Entretanto, advogados consultados pela reportagem avaliam que o processo pode se arrastar por anos, com possíveis penalidades financeiras significativas.

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