Revolução Trilionária Redefine Estratégias de Empresas de Tecnologia
Revolução Trilionária Redefine Estratégias Empresariais

Uma revolução econômica de proporções trilionárias está forçando empresas de tecnologia a redefinirem suas estratégias de negócio. De acordo com um estudo recente da McKinsey & Company, a transformação digital pode gerar um valor acumulado de US$ 13 trilhões até 2030, impactando setores como manufatura, saúde e serviços financeiros.

Oportunidade e Desafio

Esse montante, equivalente ao PIB combinado de várias economias desenvolvidas, representa tanto uma oportunidade quanto um desafio para as corporações. “As empresas que não se adaptarem a essa nova realidade correm o risco de perder até 30% de sua participação de mercado para concorrentes mais ágeis”, afirmou Ana Paula Silva, diretora de inovação da Accenture Brasil, em evento recente.

O relatório destaca que a adoção de inteligência artificial, computação em nuvem e Internet das Coisas (IoT) já é prioridade para 78% das grandes empresas globais, mas apenas 12% conseguiram escalar essas tecnologias de forma integrada.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Redefinição de Modelos de Negócio

Empresas como a brasileira Totvs e a americana Salesforce estão liderando a mudança, criando plataformas que integram dados de clientes em tempo real. “Estamos saindo de um modelo de venda de software para um ecossistema de soluções preditivas”, explicou Carlos Alberto, CEO da Totvs, durante a conferência Futurecom 2026.

O estudo também aponta que a personalização em massa, impulsionada por algoritmos de machine learning, pode aumentar a receita das empresas em até 15% ao ano. No entanto, a implementação exige investimentos pesados em infraestrutura e capacitação de equipes.

Impacto no Mercado de Trabalho

A revolução trilionária também está remodelando o mercado de trabalho. A previsão é que 85 milhões de empregos sejam deslocados até 2030, enquanto 97 milhões de novas funções surgirão, especialmente nas áreas de análise de dados e cibersegurança. “A requalificação profissional não é mais opcional; é uma necessidade estratégica”, alertou o economista-chefe do Fórum Econômico Mundial, em comunicado à imprensa.

No Brasil, empresas como a Stone e a Magazine Luiza já anunciaram programas de reciclagem para seus funcionários, focados em competências digitais. O governo federal, por sua vez, lançou o plano “Brasil Digital 2030”, que prevê R$ 5 bilhões em incentivos fiscais para capacitação tecnológica.

Próximos Passos

Para os especialistas, o sucesso nesse novo cenário dependerá da capacidade de inovação contínua e da colaboração entre setores. “Não há mais espaço para empresas que pensam apenas no próximo trimestre. É preciso visão de longo prazo e investimento consistente em tecnologia”, finalizou Ana Paula Silva.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar