A Profarma (PFRM3) divulgou na noite de quarta-feira seus resultados do segundo trimestre de 2026, reportando um lucro líquido ajustado de R$31,7 milhões, o que representa um crescimento de 23,8% em relação aos R$25,6 milhões registrados no mesmo período de 2025. A companhia, uma das principais distribuidoras de medicamentos e produtos de saúde do Brasil, também apresentou avanço expressivo na receita líquida e no EBITDA ajustado.
Destaques financeiros do trimestre
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado atingiu R$126,6 milhões, com expansão de 25,4% na comparação anual. A margem EBITDA ajustada ficou em 3,5%, ligeiramente abaixo dos 3,7% registrados no segundo trimestre de 2025, reflexo do aumento de custos operacionais e investimentos em logística e tecnologia.
A receita líquida consolidada somou R$3,58 bilhões, avanço de 32,4% ante os R$2,70 bilhões do mesmo período do ano anterior. O crescimento foi impulsionado pelo aumento das vendas para farmácias independentes e redes, além da ampliação do portfólio de produtos de maior valor agregado.
Contexto operacional e de mercado
O resultado da Profarma ocorre em meio a um cenário de aquecimento do setor farmacêutico brasileiro, impulsionado pelo envelhecimento da população, maior procura por medicamentos de uso contínuo e expansão do acesso a planos de saúde. A companhia vem investindo em centros de distribuição e na digitalização de seus processos para ganhar eficiência e atender melhor seus clientes.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, a Profarma registrou lucro líquido ajustado de R$58,4 milhões, alta de 20,1% sobre o mesmo período de 2025. A receita líquida semestral atingiu R$6,82 bilhões, crescimento de 30,1%.
Perspectivas para o restante do ano
A administração da Profarma manteve a projeção de crescimento de receita entre 25% e 30% para o ano de 2026, baseada na expansão orgânica e em possíveis aquisições. A empresa também espera manter a disciplina de capital, com foco na geração de caixa e na redução da alavancagem financeira.
O mercado reagiu positivamente aos números, com as ações da Profarma operando em alta nos pregões seguintes ao balanço. Analistas destacam a resiliência do modelo de negócios da companhia, mesmo diante de pressões inflacionárias sobre custos operacionais.
A Profarma encerrou o trimestre com dívida líquida de R$1,2 bilhão, ante R$1,1 bilhão no mesmo período de 2025, resultando em uma relação dívida líquida/EBITDA ajustado de 2,3 vezes, dentro da meta da empresa de manter o indicador abaixo de 2,5 vezes.



