População ocupada atinge recorde de 103 milhões no 2º trimestre, diz IBGE
População ocupada recorde: 103 milhões no 2º trimestre

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) referentes ao segundo trimestre de 2024. Os números mostram que a população ocupada total atingiu 103,057 milhões de pessoas, um crescimento de 1,1% em comparação com o trimestre anterior, renovando o recorde da série histórica iniciada em 2012. O contingente de trabalhadores do setor privado com carteira assinada também alcançou um novo patamar máximo, com 39,419 milhões de vínculos, alta de 0,6%.

População ocupada total

De acordo com o IBGE, o aumento de 1,1% na população ocupada total representa um acréscimo de aproximadamente 1,1 milhão de pessoas ocupadas em relação ao primeiro trimestre de 2024. Esse resultado supera o recorde anterior, que já havia sido registrado no trimestre imediatamente anterior. A PNAD Contínua entrevistou cerca de 211 mil domicílios em todo o país para compor os dados, que são representativos do mercado de trabalho brasileiro. O indicador abrange todos os trabalhadores, incluindo informais e formais, e é um dos principais termômetros da economia nacional.

Trabalhadores com carteira assinada

O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada chegou a 39,419 milhões no segundo trimestre, o maior contingente já registrado pela pesquisa. O crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior equivale a cerca de 235 mil novos vínculos formais. Esse desempenho reforça a recuperação do mercado de trabalho formal, que vem mostrando consistência ao longo dos últimos trimestres. Segundo o IBGE, a estabilidade desse segmento é fundamental para a proteção social e para a arrecadação de tributos.

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Impacto econômico e perspectivas

Os recordes consecutivos indicam um mercado de trabalho aquecido, impulsionado pelo crescimento econômico e pela geração de empregos formais. O aumento da população ocupada total e o avanço dos vínculos com carteira assinada sinalizam melhora na renda das famílias e no consumo, o que pode retroalimentar o ciclo econômico positivo. Analistas destacam que a continuidade desse cenário depende de fatores como a manutenção do ritmo de atividade econômica, a inflação controlada e as políticas de estímulo ao emprego. O IBGE, no entanto, não forneceu projeções para os próximos trimestres, limitando-se a divulgar os dados históricos.

Contexto da pesquisa

A PNAD Contínua é a principal pesquisa domiciliar do IBGE sobre mercado de trabalho, produzindo indicadores trimestrais e anuais. Ela substituiu a antiga Pesquisa Mensal de Emprego (PME) desde 2012 e abrange todo o território nacional, com amostra de aproximadamente 211 mil domicílios por trimestre. Os dados divulgados agora referem-se ao período de abril a junho de 2024 e estão sujeitos a revisões nos trimestres seguintes, conforme a metodologia do instituto.

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