PRIO lucra US$ 413,3 mi no 2º tri, alta de 16,9 pp
PRIO lucra US$ 413,3 mi no 2º tri, alta de 16,9 pp

A PRIO, uma das principais petroleiras independentes do Brasil, anunciou um lucro líquido de US$ 413,3 milhões no segundo trimestre de 2026, um avanço de 16,9 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado reflete o aumento da produção e a gestão eficiente de custos, mesmo em um cenário de preços do petróleo voláteis.

Desempenho financeiro e operacional

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado atingiu US$ 1,2 bilhão, com margem de 78%, um dos maiores da indústria. A receita líquida somou US$ 1,5 bilhão, impulsionada pela venda de 25,6 milhões de barris de óleo equivalente, alta de 12% na comparação anual.

A produção média no trimestre foi de 102 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um recorde para a companhia, graças ao ramp-up do campo de Wahoo, na Bacia de Campos, e à performance consistente dos campos de Polvo e Tubarão Martelo.

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Impacto e perspectivas

O resultado superou as expectativas do mercado, que projetava lucro em torno de US$ 380 milhões. A companhia reiterou sua meta de produção para 2026, entre 95 e 105 mil boe/d, e anunciou a antecipação do início da produção do campo de Wahoo para o próximo ano.

Segundo o diretor financeiro da PRIO, Roberto Monteiro, "o desempenho do trimestre reflete a consistência da nossa estratégia de crescimento e a disciplina na alocação de capital. Estamos confiantes em manter a trajetória de geração de valor para os acionistas".

No acumulado do ano, o lucro líquido da PRIO soma US$ 780 milhões, crescimento de 22% sobre o mesmo período de 2025. A companhia também reduziu sua alavancagem, com dívida líquida de US$ 800 milhões, equivalente a 0,6 vez o Ebitda anualizado.

Mercado e investimentos

As ações da PRIO fecharam em alta de 3,2% na B3 após o anúncio dos resultados, refletindo a confiança dos investidores. A empresa planeja investir US$ 1,2 bilhão em 2026, focados em projetos de curto prazo e na manutenção da produção.

Especialistas apontam que o resultado reforça a posição da PRIO como uma das empresas mais eficientes do setor, com custo de extração de US$ 8,5 por barril, um dos menores do mundo. A companhia também está avaliando novas oportunidades de aquisição no pré-sal.

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