A Olympikus, marca brasileira de calçados esportivos, celebrou seu cinquentenário com uma iniciativa ambiciosa: participar de 50 corridas de rua em todas as regiões do país ao longo de um ano. O projeto, que envolveu mais de 300 mil corredores, reforçou a posição da marca como líder no segmento, sendo a mais usada no Strava pelo terceiro ano consecutivo e tendo o termo "Olympikus Corre" entre os mais buscados no Google em 2025.
Uma jornada de escuta e conexão
Bianca Dallegrave, diretora-executiva de marketing da Olympikus, destacou que o grande aprendizado foi perceber a diversidade da corrida brasileira. "Não existe 'a' corrida brasileira, mas muitas formas diferentes de se relacionar com o esporte", afirmou. Ela explicou que os participantes correm por performance, saúde mental, pertencimento, turismo ou identidade, muitas vezes transitando entre essas motivações. Essa visão aprofundou os dados da pesquisa "Por Dentro do Corre" e orientou a estratégia da marca para atender a essa pluralidade.
O projeto também revelou a força da marca fora dos grandes centros. "O grande presente foi viver essa escuta em movimento", disse Dallegrave. A equipe percorreu mais de 2.300 quilômetros, participando de provas em locais como Roraima, Pará, Salvador e São Paulo, e encontrou polos criativos que estão reinventando a corrida no Brasil.
Presença nacional e liderança de mercado
Em relação à presença da marca, Dallegrave observou que não houve uma região específica com mais tênis Olympikus, mas uma distribuição consistente em todo o território nacional. "Na maioria das corridas que patrocinamos, a Olympikus já aparece à frente de marcas globais em número de tênis nos pés", destacou. Esse dado é corroborado pelo terceiro ano consecutivo como marca mais usada no Strava e pela alta busca por "Olympikus Corre" no Google.
O total de participantes nas 50 corridas foi de aproximadamente 300 mil corredores, em provas que variaram de maratonas a ultramaratonas, incluindo trilhas, corridas em mercados públicos, sambódromos, praias, matas e montanhas. A diversidade de percursos e perfis foi um dos pontos altos da jornada.
Surpresas e inovações regionais
Uma das maiores surpresas foi a descoberta de polos de inovação fora do eixo tradicional. A Tepequém Up, em Roraima, levou corredores ao ponto mais ao norte do país, com uma subida íngreme que marcou a todos. Em Santarém, o calor intenso fez com que as corridas acontecessem à noite, impulsionadas por grupos locais. Em Salvador, a Maratona Salvador, com o grupo SBN Running, mostrou como a corrida pode ser uma forma de ocupação de território e celebração.
Dallegrave enfatizou que a surpresa não foi uma prova isolada, mas a existência de muitos polos criativos fora dos grandes centros, que estão ajudando a construir o futuro da corrida de maneira descentralizada.
Evolução da marca e share de mercado
Há dez anos, a presença da Olympikus nas corridas de rua era rara. A virada veio com a decisão de colocar a comunidade corredora no centro da estratégia. "Era necessário construir relevância de forma contínua, a partir de conexões reais", explicou Dallegrave. Isso incluiu escuta ativa, cocriação de produtos e presença em provas.
Os resultados aparecem nos indicadores: a marca é a mais usada no Strava pelo terceiro ano consecutivo; o tênis Corre 4 foi o 6º produto mais pesquisado no Google em 2025, sendo o primeiro tênis de corrida entre os termos; e a Olympikus está à frente de marcas globais em uso nas principais provas, como a Maratona de Porto Alegre e a Maratona de São Paulo. "A escolha pela Olympikus vai além do preço: somos percebidos como uma opção inteligente, com benefício-custo real", afirmou.
Documentário: um retrato do corredor brasileiro
O documentário "Brasil, País do Corre" é parte fundamental da celebração. Dallegrave explicou que ele é "muito mais do que um registro", funcionando como uma extensão do trabalho de escuta. O filme acompanha a travessia pelas cinco regiões e conta a história da corrida brasileira pelas vozes dos próprios corredores. "Queríamos criar um material que ficasse como documento contemporâneo de como o brasileiro corre hoje", disse. O conteúdo já influencia diretamente produtos, comunicação e eventos futuros.
Foco na corrida e planos futuros
Questionada sobre o futebol, que tem atraído marcas esportivas, Dallegrave afirmou que a história da Olympikus sempre teve forte presença em modalidades como vôlei e futebol, mas a corrida assumiu centralidade na estratégia. "Muitas tecnologias desenvolvidas para a Linha Corre hoje elevam a performance em outros calçados", explicou. Sobre um possível patrocínio a times da primeira divisão, ela disse que a marca acompanha o cenário com atenção, mas o foco declarado é fortalecer a relação com a corrida.
Para o segundo semestre, Dallegrave adiantou que os aprendizados das 50 corridas serão incorporados às próximas decisões, influenciando a Linha Corre, o programa Bota Pra Correr e novas experiências. "Mais produtos cocriados, mais iniciativas desenhadas a partir das necessidades reais", prometeu.
Visão para 2075
Projetando o futuro, Dallegrave desejou que a Olympikus continue sendo "uma marca que corre junto com as pessoas, não apenas ao lado delas". Ela espera que a marca siga democratizando alta tecnologia de performance e mantendo a proximidade com a comunidade. "É um sonho que, daqui a 50 anos, a corrida no Brasil esteja ainda mais diversa, inclusiva e descentralizada", afirmou. O legado desejado é a relevância medida não só em participação de mercado, mas na contribuição para que mais pessoas encontrem na corrida um espaço de saúde, pertencimento e alegria.



