Petroleiras independentes: Ebitda estável no 2T26, com PRIO em destaque
Petroleiras independentes: Ebitda estável no 2T26

O primeiro trimestre de 2026 foi marcado pelo conflito entre os Estados Unidos e o Irã, provocando uma alta expressiva dos preços do petróleo. Já para o segundo trimestre de 2026, os bancos e as casas de análise esperam que as petroleiras independentes de exploração e produção apresentem lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) estável em relação ao último trimestre.

PRIO: a mais bem posicionada para capturar ganhos

Segundo os analistas da XP Investimentos, a Prio (PRIO3) deve se destacar como a mais bem posicionada para capturar os ganhos de curto prazo com a alta do petróleo. Ao final do trimestre, a companhia deve encerrar com a produção atingindo máxima histórica.

Com a entrada da produção do quarto poço de Wahoo, a companhia alcançou novos marcos de produção. Ao final do 1º tri, a produção média da companhia atingiu 155,4 mil barris por dia. Conforme os analistas, o aumento de produção e de vendas coincidiu com o período de preços mais elevados do petróleo, o que pode representar um aumento na receita líquida de 82%. Para a XP, esse resultado pode chegar a US$ 1,1 bilhão.

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Perspectivas para o segundo trimestre

De acordo com o Bradesco BBI, entretanto, os preços mais elevados de petróleo Brent (referência internacional para o preço) e o maior volume de retiradas e entregas físicas foram compensados pelo impacto dos impostos de exportação. A estimativa do Morgan Stanley é de Ebitda na mesma linha da previsão anterior. Para o segundo trimestre deste ano, o banco espera que o indicador fique em -0,1%.

Para o ano, o Morgan reduziu a expectativa do Ebitda em 2,1%, refletindo a prorrogação da taxa de exportação de 12%. O banco também ajustou a premissa de capex, para tentar dar conta das atividades realizadas durante o trimestre. Desta forma, o preço-alvo para a ação acabou caindo de R$ 71 para R$ 70.

Produção da Prio em junho e projeções futuras

Conforme as estimativas do Goldman Sachs, em junho, a produção de petróleo da Prio totalizou 171 mil barris por dia, afetada pelas atividades de manutenção. A expectativa é de que a produção da Prio tenha se recuperado gradualmente durante a primeira quinzena de julho. Desconsiderando esse impacto temporário, e assumindo um mês completo de produção do quarto poço de Wahoo, a produção de petróleo deverá se aproximar de 180 mil barris por dia.

No futuro, o banco acredita que a companhia poderá atingir cerca de 200 mil barris por dia, após a conclusão da aquisição dos 20% restantes de participação no campo de Peregrino.

Brava e PetroReconcavo: quedas e desafios

Para as concorrentes, as estimativas ficam um pouco mais abaixo. A Brava, que vinha em uma trajetória de alta em 2025, sofreu uma queda na produção nos últimos dois trimestres. De acordo com a XP, a produção total caiu para cerca de 76 mil barris por dia. A expectativa do BBI é de Ebitda de R$ 1,7 bilhão, uma leve alta de 5%, sem considerar as operações de hedge.

Considerando os hedges do trimestre, a geração de caixa deve acabar negativamente afetada. Os cálculos da XP estimam em, aproximadamente, queda de R$ 220 milhões, além do impacto do pagamento de Tartaruga Verde (-US$ 50 milhões, a ser revertido no 2T26) e pelo earn-out de Potiguar (-US$ 78 milhões).

A PetroReconcavo tem uma história parecida. A produção total no 1T26 recuou para 24,4 mil barris por dia (-2,5% t/t), puxada pela menor produção de óleo, e produção de gás praticamente estável. De acordo com o Itaú BBA, a produção da companhia recuou devido às paradas programadas e não programadas, além de interrupções em poços de alta vazão, parcialmente compensadas por intervenções nos campos.

A estimativa do banco é de avanço de 30% no Ebitda, chegando a R$ 402 milhões. Para a XP, os hedges também devem limitar os resultados da companhia, com a receita líquida recuando 3% de um trimestre para o outro, a R$ 681 milhões.

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