A Petrobras está avaliando a possibilidade de investir em unidades flutuantes de liquefação de gás natural (FLNG) para viabilizar a exportação do insumo, segundo fontes familiarizadas com o assunto. A medida visa monetizar as reservas do pré-sal, que têm produzido volumes crescentes de gás associado ao petróleo, e diversificar as fontes de receita da estatal.
Estratégia de monetização do gás
Com a crescente produção de gás natural no pré-sal, a estatal busca alternativas para escoar o excedente que não é absorvido pelo mercado interno. As unidades FLNG permitiriam liquefazer o gás diretamente no mar, facilitando o transporte para mercados internacionais, como Ásia e Europa.
De acordo com as fontes, a companhia já realizou estudos de viabilidade técnica e econômica e estaria em fase de discussão com potenciais parceiros e fornecedores. No entanto, ainda não há decisão final sobre o investimento, que dependerá de aprovação da diretoria e do conselho de administração.
Impacto no mercado e na balança comercial
Especialistas apontam que a exportação de gás natural liquefeito (GNL) poderia gerar bilhões de dólares em receita anual para o Brasil, reduzindo a dependência de importações e melhorando a balança comercial. Além disso, a iniciativa poderia posicionar o país como um novo player global no mercado de GNL, que tem demanda crescente.
Procurada, a Petrobras não comentou o assunto. A estatal tem como meta aumentar a produção de gás natural nos próximos anos, com projetos como o Polo GasLub, em Itaboraí, e a ampliação do escoamento do pré-sal.
Desafios e considerações
Entre os desafios estão os altos custos de implantação das unidades FLNG, que podem chegar a US$ 5 bilhões cada, e a necessidade de contratos de longo prazo para garantir retorno. Além disso, a volatilidade dos preços internacionais do gás pode afetar a atratividade do projeto.
Analistas do setor afirmam que a decisão da Petrobras de investir em exportação de gás está alinhada com a estratégia global de transição energética, já que o gás natural é considerado um combustível de transição. No entanto, alertam para a necessidade de uma política de preços competitiva e de infraestrutura adequada.



