Plástico estima perdas de até US$ 2 bilhões com tarifa de Trump
Perdas de US$ 2 bi no plástico com tarifa Trump

A indústria brasileira do plástico estima perdas de até US$ 2 bilhões com a tarifa adicional de 25% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A medida, que entra em vigor em 1º de agosto, deve impactar diretamente as exportações do setor, que somaram US$ 1,2 bilhão para os EUA em 2025.

Impacto nas exportações

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), a tarifa adicional pode reduzir em até 40% as vendas para o mercado americano. O presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho, afirmou que a medida é 'injusta e desproporcional', e que o setor já opera com margens apertadas. 'Estamos falando de um impacto gigantesco, que pode levar à demissão de milhares de trabalhadores', disse.

Produtos mais afetados

Os principais produtos plásticos exportados para os EUA são embalagens, filmes, chapas e tubos. Juntos, esses itens representam 70% do total exportado pelo setor ao país. A tarifa adicional deve encarecer esses produtos em até 30% no mercado americano, reduzindo a competitividade frente a concorrentes como México e China.

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Reação do governo

O governo brasileiro já anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a medida. O Ministério da Economia estima que o impacto total sobre a economia brasileira pode chegar a US$ 5 bilhões, considerando todos os setores afetados. A Abiplast também planeja buscar negociações diretas com o governo americano para tentar reverter a decisão.

Perspectivas para o setor

Além das perdas imediatas, o setor do plástico teme um efeito cascata sobre a cadeia produtiva. Fornecedores de matéria-prima, como resinas, também devem ser afetados. A Abiplast projeta que, se a tarifa for mantida, o setor pode perder até 50 mil empregos diretos e indiretos nos próximos dois anos. A entidade defende a diversificação de mercados, mas reconhece que a dependência dos EUA é alta.

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