A Mondelez, gigante do setor de alimentos, está em uma batalha jurídica para recuperar os direitos sobre as marcas de chiclete Ploc e Ping Pong, que marcaram gerações nas décadas de 1980 e 1990. Fora do mercado desde 2015, as marcas tiveram o registro suspenso pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), mas a companhia recorreu da decisão e agora negocia um acordo com a empresa que abriu o processo.
O que aconteceu com as marcas?
As marcas Ploc e Ping Pong, que pertenciam à Adams, adquirida pela Mondelez em 2015, deixaram de ser comercializadas naquele mesmo ano. A suspensão do registro pelo INPI ocorreu após um processo administrativo, mas a Mondelez não aceitou a decisão e apresentou recurso. Enquanto isso, a empresa que moveu o processo busca negociar um acordo para resolver a disputa.
Impacto no mercado e na memória afetiva
Para os consumidores que cresceram nos anos 1980 e 1990, Ploc e Ping Pong são ícones. O chiclete Ping Pong, com seu formato quadrado e sabor marcante, e o Ploc, conhecido pelo recheio surpresa, têm forte apelo nostálgico. A possível volta desses produtos ao mercado pode reacender o interesse dos consumidores, mas a disputa legal ainda é um obstáculo.
Segundo a Mondelez, a empresa está em negociações para resolver a questão de forma amigável. "A Mondelez está trabalhando para resolver a situação das marcas Ploc e Ping Pong, buscando um acordo que seja bom para todas as partes", afirmou a empresa em nota. No entanto, não há prazo definido para a conclusão das negociações.
O que está em jogo
Além do valor sentimental, há um mercado significativo de chicletes no Brasil. A venda de chicletes movimenta bilhões de reais por ano, e a volta de marcas tradicionais pode ser uma estratégia lucrativa para a Mondelez. A empresa, que já detém outras marcas fortes no segmento, como Trident e Halls, poderia ampliar seu portfólio com o retorno de Ploc e Ping Pong.
Especialistas em propriedade intelectual explicam que a suspensão do registro de uma marca pode ocorrer por vários motivos, incluindo falta de uso contínuo. No caso, a Mondelez ficou mais de 10 anos sem comercializar as marcas, o que pode ter fundamentado o processo. A empresa, no entanto, argumenta que tem interesse em reativá-las.
Negociação em andamento
A Mondelez não divulgou detalhes sobre o acordo, mas a expectativa é que um entendimento possa ser alcançado nas próximas semanas. Caso contrário, a disputa pode se arrastar nos tribunais, adiando ainda mais o retorno dos produtos às prateleiras.
Enquanto isso, os fãs das marcas acompanham com expectativa. Nas redes sociais, há grupos que pedem o retorno dos chicletes, relembrando a infância. "Seria incrível poder comprar Ping Pong de novo", comenta um internauta. A decisão final cabe à Justiça e ao INPI, mas a negociação pode ser o caminho mais rápido para resolver a questão.



