Marcopolo tem lucro de R$ 272,4 mi no 2º trimestre, queda de 14,7%
Marcopolo: lucro de R$ 272,4 mi no 2º tri, queda de 14,7%

A Marcopolo, fabricante de carrocerias de ônibus, registrou lucro líquido de R$ 272,4 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 14,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o resultado foi de R$ 319,5 milhões. O desempenho reflete um cenário de margens mais apertadas, apesar do aumento da receita.

Receita e margens

A receita líquida da companhia somou R$ 2,1 bilhões entre abril e junho, um avanço de 6,2% na comparação anual. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas no mercado externo, que responderam por cerca de 60% do faturamento total. No entanto, a margem bruta caiu de 22,3% para 20,1%, pressionada por custos de matérias-primas e pela apreciação do real frente ao dólar.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 310 milhões, uma redução de 9,8% em relação ao segundo trimestre de 2025. A margem Ebitda passou de 16,4% para 14,8%, refletindo o aumento das despesas operacionais, especialmente com vendas e administrativas.

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Desempenho operacional

As vendas de carrocerias atingiram 4.200 unidades no trimestre, volume 5% superior ao registrado um ano antes. Desse total, 2.800 unidades foram destinadas ao mercado doméstico e 1.400 para exportação. No Brasil, a demanda foi aquecida pela renovação de frotas urbanas e pelo programa de modernização do transporte coletivo, enquanto no exterior o destaque ficou por conta da América Latina e do Oriente Médio.

Segundo a empresa, o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 40 milhões, ante um saldo positivo de R$ 15 milhões no mesmo período de 2025, impactado por variações cambiais e despesas com juros.

Perspectivas e investimentos

A Marcopolo informou que mantém investimentos em novos produtos, como os ônibus elétricos e a linha de veículos movidos a hidrogênio, visando atender às demandas de sustentabilidade do setor. No semestre, os investimentos somaram R$ 180 milhões, e a projeção para o ano é de R$ 400 milhões.

Em nota, a administração destacou que "os resultados do trimestre refletem o ambiente desafiador, mas seguimos confiantes na estratégia de diversificação de mercados e na eficiência operacional para recuperar margens ao longo do ano".

Endividamento

A dívida líquida da companhia ficou em R$ 1,2 bilhão no fim de junho, equivalente a 1,1 vez o Ebitda dos últimos doze meses. O caixa disponível era de R$ 800 milhões, garantindo liquidez para os compromissos de curto prazo.

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