A Marcopolo (POMO4) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 271,2 milhões, montante 15,5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. O resultado foi impactado pela desaceleração das operações internacionais e pelo efeito cambial, apesar do avanço das receitas no mercado doméstico e das exportações brasileiras.
Ebitda e margem recuam na base anual
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 338,6 milhões entre abril e junho, uma retração de 15% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Com isso, a margem Ebitda ficou em 14,3%, 3 pontos percentuais abaixo do índice registrado um ano antes.
A receita operacional líquida totalizou R$ 2,373 bilhões ao final de junho, o que representa um crescimento anual de 3%. O desempenho veio impulsionado principalmente pelo aumento de 16,2% nas receitas de exportação do Brasil, que atingiram R$ 289,9 milhões, e pelo avanço de 11,3% das vendas no mercado doméstico, que somaram R$ 1,462 bilhão.
Receita no exterior cai 16,3%
Em contrapartida, a receita proveniente das operações fora do Brasil totalizou R$ 621,3 milhões, uma queda de 16,3% na comparação com o segundo trimestre de 2025. Esse recuo reflete a desaceleração da demanda em alguns mercados internacionais e a valorização cambial.
O resultado financeiro líquido no período foi positivo em R$ 29,1 milhões, ante os R$ 42,7 milhões positivos apurados um ano antes. A empresa explica que, neste trimestre, apurou uma variação cambial positiva associada à valorização do real frente ao dólar norte-americano sobre a carteira de pedidos em dólares.
Estratégia de hedge cambial
A companhia realiza o hedge do câmbio das exportações no momento da confirmação dos pedidos de venda, assegurando a margem dos negócios. Conforme os produtos são entregues e faturados, os efeitos da valorização ou desvalorização do real são capturados nas margens operacionais ou no resultado financeiro, como ocorreu no segundo trimestre de 2026.
A Marcopolo não forneceu projeções para os próximos trimestres, mas a expectativa do mercado é de que a companhia continue a se beneficiar do mercado interno aquecido e das exportações, ainda que o cenário cambial continue a influenciar os resultados.



