Por que marcas devem focar em empreendedoras negras de favelas
Marcas e empreendedoras negras de favelas: por que olhar

A Live do Valor desta semana trouxe à tona uma questão central para o marketing contemporâneo: por que as marcas precisam olhar para as empreendedoras negras das favelas. O debate, mediado pela jornalista Ana Paula de Souza, contou com a participação de especialistas em negócios e representantes de comunidades periféricas.

Potencial econômico ignorado

Segundo dados apresentados no evento, as favelas brasileiras movimentam cerca de R$ 120 bilhões por ano, e as mulheres negras são responsáveis por uma fatia crescente desse montante. No entanto, menos de 5% dos investimentos em marketing são direcionados a esse público. "É um erro estratégico as marcas ignorarem esse segmento, que não só consome mas também produz inovação", afirmou Camila Santos, fundadora do Instituto Favela Inovação.

Barreiras e oportunidades

As empreendedoras negras enfrentam desafios como acesso a crédito, capacitação e visibilidade. A pesquisa "Retratos do Empreendedorismo Negro", citada na live, mostra que 70% delas começaram seus negócios por necessidade, mas apenas 30% conseguem formalização. "As marcas podem atuar como catalisadoras, oferecendo mentoria e canais de venda", destacou a consultora de marketing digital, Juliana Oliveira.

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Impacto social e retorno financeiro

Investir nessas empreendedoras não é apenas uma questão de responsabilidade social. Estudos indicam que marcas que se conectam com a periferia aumentam em até 40% a preferência entre consumidores de baixa renda. "Não se trata de caridade, mas de negócio inteligente", afirmou o economista Marcos Silva. Ele lembrou que empresas como a Natura já colhem frutos ao incluir comunidades em sua cadeia de valor.

Caminhos para a inclusão

A live encerrou com recomendações práticas: criar editais específicos, estabelecer parcerias com organizações locais e diversificar equipes de marketing. "O primeiro passo é ouvir e entender as necessidades reais dessas mulheres", concluiu Ana Paula de Souza. O evento deixou claro que o futuro do marketing passa pela favela e pelo protagonismo feminino negro.

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