Marcas brasileiras buscam vitrine internacional em Paris
Marcas brasileiras buscam vitrine em Paris

Marcas brasileiras dos setores de moda e beleza estão intensificando sua presença em Paris, na França, como estratégia para ganhar visibilidade internacional e acessar novos mercados. A capital francesa, reconhecida como um dos principais centros mundiais de tendências, tornou-se vitrine para empresas que buscam consolidar sua imagem no exterior.

Participação em feiras e desfiles

Diversas grifes nacionais marcaram presença na Semana de Moda de Paris e em feiras especializadas, como a Who's Next e a Première Vision. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o número de empresas brasileiras participantes cresceu 30% em relação ao ano anterior. “A moda brasileira tem identidade própria e qualidade reconhecida, mas precisa de exposição para competir globalmente”, afirmou o presidente da Abit, Fernando Pimentel.

Beleza brasileira em destaque

No segmento de beleza, marcas como Natura e O Boticário também ampliaram sua atuação em Paris. A Natura, por exemplo, lançou uma linha exclusiva para o mercado europeu durante a feira In-Cosmetics Global. A empresa reportou um aumento de 25% nas vendas para o continente no primeiro semestre de 2026. “Paris é o epicentro da cosmética mundial; estar aqui é essencial para nossa estratégia de internacionalização”, disse o diretor de marketing da Natura, João Paulo Ferreira.

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Impacto econômico e projeções

A presença em Paris não apenas fortalece a imagem das marcas, mas também gera negócios concretos. De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), as exportações brasileiras de moda e beleza para a França cresceram 18% em 2025, totalizando US$ 120 milhões. A meta para 2026 é atingir US$ 150 milhões. “A vitrine parisiense abre portas para distribuidores e lojistas de toda a Europa”, destacou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

Desafios e adaptações

Apesar do otimismo, as marcas enfrentam desafios como adequação a padrões de qualidade e sustentabilidade exigidos pelo mercado europeu. Muitas empresas investiram em certificações e processos produtivos mais verdes. “Não basta ser bonito; é preciso comprovar responsabilidade social e ambiental”, explicou a consultora de moda internacional, Carla Santos, que acompanha marcas brasileiras em Paris.

Com a estratégia de usar Paris como trampolim, as marcas brasileiras esperam não apenas aumentar suas exportações, mas também construir um posicionamento de longo prazo no competitivo mercado global de moda e beleza.

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