As três maiores companhias aéreas da China — Air China, China Southern Airlines e China Eastern Airlines — projetam um prejuízo conjunto de até US$ 13,3 bilhões em 2026, segundo comunicados enviados à Bolsa de Valores de Hong Kong nesta sexta-feira (16).
Impacto da pandemia e alta do petróleo
As empresas atribuem as perdas ao impacto prolongado da pandemia de Covid-19, que reduziu drasticamente a demanda por viagens aéreas, e ao aumento dos preços do petróleo, que elevou os custos operacionais. A Air China espera um prejuízo líquido de entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5,5 bilhões, enquanto a China Southern prevê perdas de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões. Já a China Eastern estima um prejuízo de US$ 3,8 bilhões a US$ 4,8 bilhões.
Medidas de corte de custos
As companhias têm adotado medidas para reduzir despesas, como cortes de voos, renegociação de contratos de leasing e redução de pessoal. No entanto, a recuperação do setor de aviação na China tem sido lenta, com restrições de viagens ainda em vigor em algumas regiões. Segundo analistas, a retomada total da demanda doméstica e internacional deve ocorrer apenas em 2027.
Perspectivas para o setor
O governo chinês anunciou recentemente pacotes de estímulo para o setor de aviação, incluindo subsídios e redução de taxas aeroportuárias. Apesar disso, as projeções das companhias indicam que o cenário permanece desafiador. "Ainda enfrentamos incertezas significativas, especialmente em relação à evolução da pandemia e aos preços dos combustíveis", afirmou um porta-voz da Air China em nota.
Reação do mercado
As ações das três companhias registraram queda após o anúncio. Os papéis da Air China caíram 3,2% na bolsa de Hong Kong, enquanto os da China Southern recuaram 2,8% e os da China Eastern, 2,5%. Investidores aguardam os resultados trimestrais para avaliar o impacto das medidas de corte de custos.



