Uma nova tendência está ganhando força nas clínicas de cirurgia plástica brasileiras: a busca por resultados mais naturais, em detrimento dos contornos exagerados da Lipo HD. Segundo a cirurgiã plástica Ana Cecília Granda, da Le Blanc Centro de Cirurgia Plástica, em São Paulo, os pacientes estão cada vez mais informados e exigentes, optando por procedimentos que respeitem a anatomia individual.
Mudança de perfil dos pacientes
“Antes, o desejo era ter um corpo ‘escultural’, com definição muscular extrema. Agora, as pessoas querem melhorar a silhueta sem perder a naturalidade”, explica a dra. Ana Cecília Granda. Essa mudança reflete um amadurecimento do mercado e maior acesso à informação. Os pacientes entendem que procedimentos muito agressivos podem comprometer a qualidade da pele e dos tecidos a longo prazo.
O que é Lipo HD e por que está perdendo espaço
A Lipo HD (high definition) é uma técnica de lipoaspiração que esculpe o corpo, criando sombras e relevos que imitam músculos definidos. Embora ainda tenha adeptos, muitos pacientes têm relatado insatisfação com o resultado artificial e com as cicatrizes. “A Lipo HD pode dar um aspecto ‘plástico’ ao corpo, além de exigir um pós-operatório mais rigoroso”, afirma a cirurgiã.
Procedimentos conservadores e individualizados
No lugar da Lipo HD, cresce a procura por técnicas como lipoaspiração tradicional com enxerto de gordura, que suavizam contornos sem exageros. “Cada corpo é único. O planejamento cirúrgico deve considerar a estrutura óssea, a distribuição de gordura e a elasticidade da pele”, destaca Ana Cecília. A abordagem personalizada não só melhora o resultado estético, como também reduz riscos e acelera a recuperação.
Impacto na qualidade dos tecidos
Procedimentos mais conservadores tendem a preservar melhor a anatomia e a qualidade dos tecidos ao longo dos anos. “Quando retiramos gordura de forma menos agressiva, mantemos a vascularização e a integridade da pele, evitando flacidez futura”, explica a médica. Isso é especialmente importante para pacientes mais jovens, que terão o resultado por décadas.
A tendência de naturalidade também se reflete em outras áreas da cirurgia plástica, como nas mamas e no rosto. “O paciente moderno não quer parecer operado; quer estar melhor, mas de forma sutil”, conclui a dra. Ana Cecília Granda.



