A Gerdau encerrou o segundo trimestre de 2026 com uma dívida líquida de R$ 8,1 bilhões, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (4). No mesmo período, a companhia realizou investimentos de R$ 1 bilhão, mantendo o ritmo de expansão e modernização de suas operações.
Resultados financeiros
A dívida líquida de R$ 8,1 bilhões representa uma redução de 12% em relação ao trimestre anterior, quando o endividamento era de R$ 9,2 bilhões. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA, ficou em 1,2 vez, abaixo da meta interna de 1,5 vez.
O lucro líquido da companhia no trimestre foi de R$ 1,2 bilhão, um crescimento de 8% sobre o mesmo período do ano passado. A receita líquida totalizou R$ 18,5 bilhões, impulsionada pelo aumento das vendas no mercado interno e pela recuperação dos preços do aço.
Investimentos e expansão
Os R$ 1 bilhão investidos no trimestre foram direcionados principalmente para a manutenção de ativos, projetos de eficiência energética e expansão da capacidade produtiva em unidades estratégicas. A empresa mantém a previsão de investir R$ 4,5 bilhões no ano, com foco em digitalização e descarbonização.
"Os investimentos refletem nossa confiança na demanda de longo prazo e nosso compromisso com a competitividade", afirmou o diretor financeiro da Gerdau, em teleconferência com analistas. Ele destacou que a empresa segue avaliando oportunidades de crescimento orgânico e inorgânico.
Perspectivas
Para o segundo semestre, a Gerdau espera uma melhora gradual do mercado de aço, com a retomada de grandes projetos de infraestrutura e a recuperação do setor de construção civil. A companhia também monitora os efeitos da política monetária sobre a demanda.
O resultado veio em linha com as expectativas do mercado, que projetava dívida líquida entre R$ 7,5 bilhões e R$ 8,5 bilhões. As ações da empresa fecharam em alta de 1,8% na B3, refletindo a confiança dos investidores.



