A Mattel registrou aumento nas vendas no segundo trimestre, impulsionado pela demanda por bonecas e brinquedos de marcas icônicas. No entanto, a elevação das despesas operacionais, especialmente com marketing e distribuição, pressionou o lucro líquido, que veio abaixo das expectativas de analistas.
Desempenho financeiro do trimestre
A companhia reportou receita líquida de US$ 1,09 bilhão no período, alta de 4% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O lucro por ação (EPS) ajustado foi de US$ 0,28, superando a projeção média de US$ 0,25, mas o lucro líquido GAAP caiu 12%, para US$ 97 milhões, devido a maiores gastos com vendas, gerais e administrativas (SG&A).
As despesas com marketing aumentaram 18% no trimestre, reflexo de campanhas agressivas para o lançamento de novos produtos, como a linha de bonecas inspiradas em filmes de sucesso. O CEO da Mattel, Ynon Kreiz, afirmou: "Estamos investindo para sustentar o crescimento de longo prazo, mesmo que isso pese nos resultados de curto prazo."
Impacto no mercado e perspectivas
As ações da Mattel caíram 3,5% nas negociações após o anúncio, mas analistas veem a queda como reação exagerada. A empresa manteve sua projeção de crescimento de vendas para o ano, entre 5% e 7%, e espera que a margem operacional se expanda no segundo semestre, com a normalização dos custos de frete.
O segmento de bonecas, que inclui Barbie, cresceu 7%, enquanto a categoria de veículos de brinquedo, como Hot Wheels, avançou 5%. A demanda na América Latina e na Ásia foi particularmente forte, compensando a fraqueza na Europa.
Desafios e estratégia futura
Especialistas apontam que a Mattel enfrenta o desafio de equilibrar investimentos em inovação com a rentabilidade. A empresa planeja aumentar os preços em alguns mercados para repassar os custos mais altos de matéria-prima, mas isso pode afetar a demanda em regiões sensíveis a preço.
"A Mattel está no caminho certo, mas precisa monitorar de perto o controle de despesas", comentou um analista da Bloomberg Intelligence. A companhia também anunciou um programa de recompra de ações de US$ 500 milhões, sinalizando confiança na geração de caixa futura.
Para o próximo trimestre, a Mattel espera que as vendas continuem crescendo, impulsionadas pela temporada de volta às aulas e pelo lançamento de novos produtos licenciados. A empresa reiterou sua meta de margem EBITDA de 15% até 2026.



