Empresas temem custos e operação com possível fim da escala 6x1
Empresas temem custos e operação com possível fim da escala 6x1

Impacto na área operacional

Mais da metade das empresas brasileiras acredita que a área operacional será a mais impactada por uma possível redução da jornada de trabalho no modelo 6x1, segundo pesquisa da Catho, plataforma de recrutamento e seleção. O levantamento ouviu gestores de diferentes setores sobre os desafios de uma eventual mudança na escala que prevê seis dias de trabalho e um de descanso.

Aumento de custos lidera preocupações

Entre os principais desafios apontados, 66,8% das companhias mencionam a expectativa de aumento dos custos. A pesquisa também destaca que a adaptação dos processos operacionais e a reorganização das equipes estão entre os pontos críticos. Para muitos empresários, a redução da jornada sem um planejamento adequado pode elevar despesas com contratações e horas extras.

Setores mais afetados

Os setores de comércio e serviços, que tradicionalmente adotam a escala 6x1, são os que mais sentiriam os efeitos. A pesquisa não especifica números por setor, mas aponta que a maioria das empresas ainda não se preparou para uma eventual mudança. Apenas 12% dos entrevistados afirmaram ter um plano de transição para um novo modelo de jornada.

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Desafios logísticos e de produtividade

Além do custo, a logística operacional foi citada por 45% das empresas como um obstáculo. A necessidade de manter a produtividade com menos dias trabalhados preocupa os gestores, que temem queda no rendimento das equipes. Por outro lado, especialistas em RH apontam que jornadas reduzidas podem aumentar a eficiência, desde que haja reestruturação das atividades.

Pesquisa Catho e próximos passos

A Catho realizou a pesquisa entre janeiro e fevereiro de 2025, com mais de 500 empresas de todo o Brasil. Os dados indicam que, embora a redução da jornada seja debatida no Congresso, o setor produtivo ainda avalia os impactos. A maioria das empresas (58%) prefere manter a escala atual, enquanto 22% são favoráveis à mudança, desde que haja compensação financeira ou flexibilidade.

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