A Disney está vendendo sua participação de 50% na A+E Global Media para a Hearst, em um acordo avaliado em US$ 1,2 bilhão. Com isso, a Hearst assume o controle total da empresa, que opera canais como A&E, History e Lifetime. A transação marca o fim de uma parceria de 25 anos entre as duas gigantes de mídia.
Detalhes do acordo
O negócio foi anunciado nesta terça-feira (4) e inclui a transferência das ações da Disney na A+E Global Media para a Hearst. A Hearst já detinha os outros 50% da empresa. Após a conclusão da transação, a Hearst terá 100% de controle, consolidando sua posição no mercado de televisão paga e streaming.
Segundo comunicado oficial, o acordo prevê que a Hearst pague US$ 1,2 bilhão à Disney. A conclusão está sujeita a aprovações regulatórias, esperadas para os próximos meses. A Disney não divulgou detalhes adicionais sobre o uso dos recursos.
Impacto na indústria de mídia
A saída da Disney reflete uma tendência de reestruturação em grandes conglomerados de mídia, que buscam focar em seus negócios principais. A Disney tem priorizado seu serviço de streaming, Disney+, e suas franquias de entretenimento, enquanto a Hearst fortalece seu portfólio de canais tradicionais.
Com a aquisição, a Hearst passa a ter autonomia total sobre a programação e a estratégia da A+E Global Media. Isso pode levar a mudanças na grade de canais e em parcerias de distribuição. Especialistas acreditam que a Hearst poderá investir mais em conteúdo original e expandir a presença digital da empresa.
Contexto histórico
A joint venture entre Disney e Hearst foi formada em 1996, com a criação da A&E Television Networks, que mais tarde se tornou A+E Global Media. Ao longo dos anos, a empresa cresceu e passou a operar em mais de 100 países, com marcas reconhecidas globalmente.
Em 2020, a Disney já havia tentado vender sua participação, mas as negociações não avançaram. Agora, com o novo acordo, a Hearst consolida sua posição como uma das maiores empresas de mídia independentes do mundo.
Reações do mercado
O anúncio foi bem recebido pelos investidores. As ações da Disney subiram ligeiramente nas negociações de pré-mercado, enquanto a Hearst, que é privada, não tem ações listadas. Analistas veem a venda como positiva para a Disney, que reduz sua exposição a negócios de TV tradicional em um momento de migração para o streaming.
“Este acordo permite que a Disney concentre seus recursos em áreas de maior crescimento, como streaming e parques temáticos”, disse um analista do setor, que preferiu não se identificar. Já a Hearst afirma que a aquisição fortalecerá sua capacidade de investir em conteúdo e inovação.
Próximos passos
A transação deve ser concluída até o final de 2026, após aprovações regulatórias. Até lá, a A+E Global Media continuará operando normalmente, com a mesma programação. A Hearst já anunciou que manterá a equipe atual e os acordos de distribuição existentes.
Para os telespectadores, não devem haver mudanças imediatas na programação dos canais A&E, History e Lifetime. A longo prazo, porém, a Hearst pode decidir reformular a estratégia de conteúdo, possivelmente investindo em produções originais e parcerias com outras plataformas.



