Crédito próprio ganha força com consumidor adimplente
Crédito próprio ganha força com consumidor adimplente

O crédito próprio, modalidade em que o consumidor utiliza recursos de sua própria poupança ou investimentos como garantia, tem ganhado força entre os brasileiros adimplentes. Segundo levantamento da Dino, plataforma de educação financeira, as contratações desse tipo de crédito cresceram 15% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Perfil do tomador de crédito próprio

O estudo aponta que o perfil do consumidor que busca o crédito próprio é majoritariamente composto por pessoas com histórico de pagamento em dia e renda estável. “O crédito próprio é uma alternativa vantajosa para quem tem recursos aplicados e deseja evitar juros altos do mercado”, afirma Carlos Eduardo, analista da Dino.

A modalidade permite que o cliente use CDBs, fundos de investimento ou até mesmo a poupança como lastro, obtendo taxas de juros significativamente menores do que as praticadas no crédito pessoal tradicional.

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Vantagens e riscos

Entre as vantagens estão a agilidade na liberação dos recursos, já que o banco não precisa de extensa análise de crédito, e a manutenção do relacionamento com a instituição financeira. No entanto, especialistas alertam para o risco de descapitalização: caso o consumidor não honre o pagamento, os ativos dados em garantia podem ser liquidados.

“É fundamental que o consumidor avalie se realmente precisa do crédito e se tem condições de pagar sem comprometer sua reserva de emergência”, orienta Carlos Eduardo.

Cenário econômico favorável

O crescimento do crédito próprio ocorre em um contexto de queda da inadimplência, que recuou para 3,8% em junho de 2026, segundo dados do Banco Central. Com juros básicos (Selic) em 10,5% ao ano, as taxas do crédito próprio ficam em torno de 6% a 8% ao ano, tornando-se competitivas.

A Dino projeta que a modalidade continue em expansão, especialmente entre consumidores de renda média e alta, que possuem maior volume de investimentos. Para os bancos, a oferta desse produto ajuda a fidelizar clientes e reduzir o risco de inadimplência.

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