O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu investigação sobre supostas práticas anticompetitivas no mercado global de fragrâncias, envolvendo as suíças Firmenich e Givaudan e a americana IFF. As empresas dominam o setor essencial para indústrias como cosméticos, alimentos e limpeza.
Suspeitas de conluio
Segundo o Cade, as empresas são suspeitas de trocar informações sensíveis entre 2019 e 2023, o que poderia configurar cartel. A investigação foi impulsionada por um acordo de leniência firmado com uma das partes, que revelou detalhes do esquema. Seis executivos internacionais também são alvo da apuração.
Impacto no mercado
O mercado global de fragrâncias movimenta bilhões de dólares anualmente, e a concentração em poucas empresas levanta preocupações sobre concorrência. A prática de troca de informações pode prejudicar consumidores e pequenos concorrentes. O Cade busca determinar se houve coordenação para fixar preços ou dividir mercados.
“A investigação está em fase inicial, e as empresas terão oportunidade de apresentar defesa”, afirmou fonte do órgão. As companhias negam irregularidades e prometem colaborar com as autoridades.



